Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2022
Mulher de 29 anos, ativa heterossexualmente, procura atendimento em prontosocorro por dores abdominais há 1 semana, com piora progressiva precedida de dispareunia profunda, acompanhada de distensão abdominal e vômitos além de febre de 38.3 ºC há 2 dias. Diagnosticada com doença inflamatória pélvica, consideram-se os agentes infecciosos mais frequentes:
DIP aguda → Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis são os agentes etiológicos mais comuns.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção do trato genital superior feminino, frequentemente causada por ISTs ascendentes. Os principais agentes etiológicos são Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, que devem ser cobertos no tratamento empírico devido à sua prevalência e potencial de sequelas graves.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica que engloba infecções do trato genital superior feminino, incluindo endometrite, salpingite, ooforite e peritonite pélvica. É uma condição grave que pode levar a sequelas reprodutivas significativas, como infertilidade tubária, gravidez ectópica e dor pélvica crônica. A DIP é predominantemente causada por infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) que ascendem do trato genital inferior. Os agentes etiológicos mais comuns da DIP são Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis. Esses patógenos são frequentemente encontrados em coinfecção e são responsáveis pela maioria dos casos de DIP aguda. Outros microrganismos, como bactérias anaeróbias, Mycoplasma hominis e Gardnerella vaginalis, também podem estar envolvidos, especialmente em casos polimicrobianos. O diagnóstico da DIP é clínico, baseado em sintomas como dor pélvica, febre, corrimento vaginal e dor à mobilização do colo uterino e anexial ao exame físico. O tratamento empírico deve ser iniciado prontamente para cobrir os agentes mais prováveis, geralmente com esquemas antibióticos que incluem cobertura para gonococos, clamídia e anaeróbios, a fim de minimizar o risco de complicações a longo prazo.
Os agentes etiológicos mais frequentes da DIP são Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, responsáveis pela maioria dos casos, embora outros microrganismos também possam estar envolvidos.
Os sintomas incluem dor abdominal pélvica baixa, dispareunia profunda, corrimento vaginal anormal, sangramento uterino irregular e febre. A dor à mobilização do colo uterino e anexial ao toque vaginal são sinais importantes.
A DIP pode levar a complicações sérias como infertilidade tubária, gravidez ectópica, dor pélvica crônica e formação de abscesso tubo-ovariano, devido à inflamação e cicatrizes nas tubas uterinas e outros órgãos pélvicos.
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