UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2025
Paciente de 30 anos, com dor pélvica há 6 meses e aumento do fluxo menstrual. Queixa-se de fraqueza, sonolência e febre ocasional. Ao exame físico, apresenta dor à palpação de hipogástrio e fossas ilíacas, e sentiu desconforto ao exame especular, apresentando colo congesto e muco amarelado. Ao toque vaginal, apresentou dor à mobilização do colo uterino e anexos. O tratamento deve ser iniciado imediatamente com antibioticoterapia. Assinale a medicação que NÃO é adequada a essa prescrição na atualidade, segundo o protocolo do SUS - PCDT/IST/Conitec/2022.
Tratamento empírico de DIP (PCDT/IST/2022) inclui Ceftriaxona + Doxiciclina ± Metronidazol; Ciprofloxacino NÃO é primeira linha.
O tratamento da Doença Inflamatória Pélvica (DIP) deve ser iniciado empiricamente e cobrir um amplo espectro de patógenos, incluindo Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis e anaeróbios. O ciprofloxacino não é mais recomendado como primeira linha devido ao aumento da resistência bacteriana, especialmente à N. gonorrhoeae, conforme os protocolos atuais do SUS.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica causada pela ascensão de microrganismos do trato genital inferior para o trato genital superior feminino, envolvendo útero, tubas uterinas e ovários. É uma condição comum, especialmente em mulheres jovens e sexualmente ativas, e pode levar a complicações graves como infertilidade, dor pélvica crônica e gravidez ectópica. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado em sintomas como dor pélvica, febre e achados ao exame ginecológico. O tratamento da DIP deve ser iniciado empiricamente e de forma imediata, antes da confirmação laboratorial dos patógenos, para prevenir sequelas. A antibioticoterapia deve cobrir os principais agentes etiológicos, que incluem bactérias sexualmente transmissíveis como Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, além de microrganismos da flora vaginal, como anaeróbios e bactérias entéricas. A escolha dos antibióticos é guiada por protocolos nacionais e internacionais, visando eficácia e minimização da resistência. Conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Infecções Sexualmente Transmissíveis (PCDT/IST) de 2022 do Ministério da Saúde, a combinação de Ceftriaxona (para gonococo) e Doxiciclina (para clamídia e outros) é a base do tratamento, com a adição de Metronidazol para cobertura de anaeróbios. O ciprofloxacino, que já foi uma opção, não é mais recomendado como primeira linha devido à crescente resistência da Neisseria gonorrhoeae, sendo crucial que residentes e profissionais de saúde estejam atualizados com as diretrizes vigentes para garantir o tratamento adequado e evitar falhas terapêuticas.
O diagnóstico de DIP é principalmente clínico, baseado em dor pélvica, dor à mobilização do colo uterino, dor à palpação anexial e/ou dor à palpação uterina. Critérios adicionais incluem febre, corrimento vaginal/cervical purulento, leucocitose e aumento de PCR/VHS.
O protocolo atual do SUS (PCDT/IST/2022) recomenda a combinação de Ceftriaxona (dose única intramuscular) e Doxiciclina (oral por 14 dias), com a adição de Metronidazol (oral por 14 dias) para cobertura de anaeróbios, especialmente em casos mais graves ou com abscesso.
O ciprofloxacino não é mais recomendado como primeira linha para DIP devido ao aumento significativo da resistência da Neisseria gonorrhoeae aos fluoroquinolonas. O uso inadequado poderia levar à falha terapêutica e à disseminação de cepas resistentes.
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