PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2020
Mulher, 40 anos de idade, foi atendida na Emergência por apresentar dor pélvica há um dia. Primípara com parto normal há 4 anos. Refere ciclos menstruais regulares, última menstruação há oito dias. Método contraceptivo: coito interrompido. Também refere aparecimento de secreção amarelada por via vaginal, há três dias. Sobre os elementos para diagnóstico do caso, é correto o que se afirma em:
DIP = Dor abdominal + Dor anexial + Dor à mobilização do colo (3 critérios maiores).
O diagnóstico de DIP é eminentemente clínico, baseado na presença de três critérios maiores (dor abdominal, anexial e à mobilização cervical) associados ou não a critérios menores.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica decorrente da ascensão de microrganismos do trato genital inferior para o útero, trompas e estruturas adjacentes. O diagnóstico baseia-se nos critérios de Hager. O tratamento deve ser iniciado precocemente para evitar sequelas graves como infertilidade, gravidez ectópica e dor pélvica crônica. Casos leves a moderados (Grau I) podem ser tratados ambulatorialmente com o esquema clássico de Ceftriaxona (dose única IM), Doxiciclina (14 dias) e Metronidazol (14 dias).
Os critérios maiores incluem: dor no abdome inferior, dor à palpação dos anexos e dor à mobilização do colo uterino. A presença desses três simultaneamente é altamente sugestiva de DIP.
O tratamento hospitalar é indicado em casos de gestação, ausência de resposta clínica à antibioticoterapia oral após 72h, intolerância à via oral (vômitos), suspeita de abscesso tubo-ovariano ou sinais de peritonite/sepse.
A secreção vaginal ou endocervical purulenta é considerada um critério menor ou adicional. Embora ajude a corroborar o diagnóstico, não substitui a necessidade dos critérios maiores.
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