Dor Pélvica Aguda: Sinais Chave para Diagnóstico de DIP

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - Campus Sorocaba — Prova 2017

Enunciado

Aline é comissária de bordo, tem 28 anos, e foi atendida em unidade de emergência porque tem dor pélvica de curta evolução (começou ontem), sua última menstruação terminou há 3 dias, é nuligesta, tem ciclos menstruais regulares e usa como método contraceptivo a tabelinha. Chegou ontem de viagem no exterior onde iniciou relacionamento com novo parceiro há 3 meses. Juntamente com a dor pélvica Aline refere disúria e polaciúria. Percebeu no pré-mênstruo um corrimento branco sem odor e sem prurido que não tinha anteriormente. Desde ontem está com a sensação de abdome “estufado” e não evacua; talvez por isso mesmo, refere sensação de mal estar geral e febre (não aferida). Assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Aparentemente poderia ser um quadro de prenhez ectópica, neste caso a primeira indicação seria a punção do fórnice vaginal posterior, para obter o material acumulado no fundo de saco reto-uterino.
  2. B) Pode ser um quadro de cistite, pois é comum em mulheres com quadro de coito repetitivo o advento da chamada “cistite da lua-de-mel”; será fundamental avaliar os marcadores inflamatórios (PCR e VHS).
  3. C) Caso a paciente apresente sinais de peritonite, por exemplo, a descompressão brusca dolorosa na região pélvica, está definido o diagnóstico de apendicite e é mandatório que se faça a apendicectomia.
  4. D) Um aspecto muito relevante para o diagnóstico será a presença de dor na tração lateral do colo uterino através do toque vaginal, bem como a percepção de empastamento e dor anexial uterina.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo