Doença Inflamatória Pélvica (DIP): Critérios Diagnósticos Definitivos

UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Paciente é internada com dor em baixo ventre, febre de 39ºC e corrimento vaginal purulento. Ao exame físico, apresenta dor à mobilização cervical e palpação dos anexos. O exame laboratorial indica leucocitose, VHS e PCR aumentados. O diagnóstico de doença inflamatória pélvica (DIP) com critérios obrigatórios e adicionais foi concluído. O critério específico que por si só define a presença de DIP é:

Alternativas

  1. A) isolamento de gonococo endocervical
  2. B) endometrite na biópsia endometrial
  3. C) clamídia na biópsia cervical
  4. D) drenagem cervical de pus

Pérola Clínica

Critério definitivo para DIP = Evidência histopatológica de endometrite na biópsia endometrial ou achados na laparoscopia/ultrassonografia.

Resumo-Chave

O diagnóstico de Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é primariamente clínico, baseado em critérios obrigatórios (dor abdominal baixa, dor à mobilização cervical, dor à palpação anexial) e adicionais (febre, corrimento, leucocitose, VHS/PCR elevados). No entanto, a confirmação definitiva, que por si só estabelece o diagnóstico, é feita por achados histopatológicos (endometrite na biópsia endometrial) ou por visualização direta (laparoscopia com salpingite ou abscesso tubo-ovariano).

Contexto Educacional

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica que resulta da ascensão de microrganismos do trato genital inferior para o trato genital superior feminino, causando inflamação do útero, tubas uterinas e/ou ovários. É uma condição comum que pode levar a complicações graves, como infertilidade, gravidez ectópica e dor pélvica crônica. O diagnóstico da DIP é predominantemente clínico, baseado na presença de critérios mínimos (dor abdominal baixa, dor à mobilização cervical e dor à palpação anexial) e apoiado por critérios adicionais (febre, corrimento purulento, leucocitose, VHS/PCR elevados). No entanto, para fins de pesquisa ou em casos de dúvida diagnóstica, existem critérios mais específicos e definitivos. Os critérios definitivos para o diagnóstico de DIP incluem a evidência histopatológica de endometrite na biópsia endometrial, achados de salpingite ou abscesso tubo-ovariano na laparoscopia, ou evidência ultrassonográfica de abscesso tubo-ovariano. A endometrite na biópsia endometrial, por si só, confirma a inflamação do endométrio, sendo um achado patognomônico da DIP e, portanto, um critério definitivo.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios mínimos para o diagnóstico clínico de Doença Inflamatória Pélvica (DIP)?

Os critérios mínimos incluem dor abdominal baixa, dor à mobilização cervical e dor à palpação anexial. A presença desses três achados é suficiente para iniciar o tratamento empírico.

Quais são os critérios adicionais que apoiam o diagnóstico de DIP?

Critérios adicionais incluem febre (>38,3°C), corrimento vaginal ou cervical purulento, leucocitose, aumento da VHS ou PCR, e evidência laboratorial de infecção por gonococo ou clamídia.

Por que a endometrite na biópsia endometrial é um critério definitivo para DIP?

A endometrite histopatologicamente confirmada na biópsia endometrial indica inflamação do endométrio, que é uma das manifestações da infecção ascendente característica da DIP, fornecendo uma evidência direta e específica da doença.

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