Doença Inflamatória Pélvica: Diagnóstico e Achados Clínicos

USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2023

Enunciado

Caso 3 Paciente, 27 anos, refere dor pélvica há 2 dias e piora progressiva. Nuligesta, ciclos menstruais regulares, faz uso de abstinência periódica como contracepção. Refere última menstruação há 10 dias. Nega comorbidades ou uso de medicamentos. Ao exame clínico, temperatura 37,6 °C, descorada +/4+, FC 96 bpm, FR 12 irpm, PA 110x70 mmHg. Ao toque vaginal, útero com volume habitual, doloroso à mobilização, regiões anexiais com avaliação limitada pela dor. Teste de gravidez negativo.As imagens ultrassonográficas representativas são apresentadas.Qual o achado de exame especular compatível com a principal hipótese diagnóstica? 

Alternativas

  1. A) https://bxedpdmgvgatjdfxgxij.supabase.co/storage/v1/object/public/questoes/revalida/2023/alternativas/caso-3-paciente-27-anos-refere-dor-pelvica-ha-2-dias-e-piora-alternativa-0.webp
  2. B) https://bxedpdmgvgatjdfxgxij.supabase.co/storage/v1/object/public/questoes/revalida/2023/alternativas/caso-3-paciente-27-anos-refere-dor-pelvica-ha-2-dias-e-piora-alternativa-1.webp
  3. C) https://bxedpdmgvgatjdfxgxij.supabase.co/storage/v1/object/public/questoes/revalida/2023/alternativas/caso-3-paciente-27-anos-refere-dor-pelvica-ha-2-dias-e-piora-alternativa-2.webp
  4. D) https://bxedpdmgvgatjdfxgxij.supabase.co/storage/v1/object/public/questoes/revalida/2023/alternativas/caso-3-paciente-27-anos-refere-dor-pelvica-ha-2-dias-e-piora-alternativa-3.webp

Pérola Clínica

Dor pélvica + dor à mobilização cervical + cervicite mucopurulenta = DIP.

Resumo-Chave

O quadro clínico de dor pélvica progressiva, febrícula e dor à mobilização uterina em mulher jovem, nuligesta, sugere fortemente Doença Inflamatória Pélvica (DIP). O achado de cervicite mucopurulenta ao exame especular é um critério diagnóstico importante para DIP.

Contexto Educacional

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção do trato genital superior feminino, que pode envolver o útero (endometrite), as tubas uterinas (salpingite), os ovários (ooforite) e o peritônio pélvico. É uma causa comum de dor pélvica aguda em mulheres jovens e sexualmente ativas, com potenciais complicações graves como infertilidade, gravidez ectópica e dor pélvica crônica. O diagnóstico da DIP é predominantemente clínico, baseado em critérios mínimos e adicionais. Os critérios mínimos incluem dor à palpação abdominal inferior, dor à mobilização cervical e dor à palpação anexial. A paciente do caso apresenta dor pélvica progressiva e dor à mobilização uterina, além de febrícula, o que é altamente sugestivo. Achados adicionais que suportam o diagnóstico incluem febre (>38,3°C), secreção vaginal ou cervical mucopurulenta, aumento de VHS ou PCR, e evidência laboratorial de infecção por *Neisseria gonorrhoeae* ou *Chlamydia trachomatis*. O exame especular é fundamental para identificar a cervicite mucopurulenta, que é um forte indicativo de infecção ascendente. Embora a ultrassonografia possa mostrar achados como espessamento das tubas ou abscesso tubo-ovariano, ela pode ser normal em fases iniciais da doença.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios mínimos para o diagnóstico clínico da Doença Inflamatória Pélvica (DIP)?

Os critérios mínimos incluem dor à palpação abdominal inferior, dor à mobilização cervical e dor à palpação anexial.

Qual é a importância da cervicite mucopurulenta no diagnóstico da DIP?

A cervicite mucopurulenta é um critério adicional de suporte para o diagnóstico de DIP, indicando inflamação do colo uterino, frequentemente causada pelas mesmas bactérias que ascendem para causar a DIP.

Quais são os principais agentes etiológicos da Doença Inflamatória Pélvica?

Os principais agentes etiológicos são *Neisseria gonorrhoeae* e *Chlamydia trachomatis*, embora a DIP seja frequentemente polimicrobiana, envolvendo também bactérias da flora vaginal.

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