Doença Inflamatória Pélvica: Fisiopatologia e Tratamento

PSU-ES - Processo Seletivo Unificado do Espírito Santo — Prova 2024

Enunciado

A DIP (doença inflamatória pélvica) é considerada uma das mais importantes complicações das IST e um sério problema de saúde pública, sendo comum em mulheres jovens com atividade sexual desprotegida. (PCDT-IST-2022, pág.137).Em relação à DIP, analise as afirmativas a seguir:1. A progressão da infecção é predominantemente hematogênica.2. Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae e Mycoplasma genitalium são os agentes causais mais frequentes.3. O tratamento ambulatorial da DIP, preconizado pelo Ministério da Saúde é feito com Ceftriaxona + Doxiciclina + Metronidazol.4. Se a paciente for usuária de DIU, este dispositivo deve ser imediatamente removido.Assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) 1, 2 e 3 são verdadeiras.
  2. B) 1 e 2 são falsas.
  3. C) 1 e 4 são falsas.
  4. D) 2, 3 e 4 são verdadeiras.

Pérola Clínica

DIP: Infecção ascendente, agentes comuns Chlamydia/Neisseria/Mycoplasma; DIU não é removido rotineiramente.

Resumo-Chave

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção ascendente do trato genital feminino superior, sendo os agentes mais comuns Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae e Mycoplasma genitalium. O tratamento ambulatorial preconizado inclui Ceftriaxona, Doxiciclina e Metronidazol. O DIU não deve ser removido rotineiramente em casos de DIP.

Contexto Educacional

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica causada pela ascensão de microrganismos do trato genital inferior para o trato genital superior feminino, incluindo útero, tubas uterinas e ovários. É uma complicação comum de infecções sexualmente transmissíveis (IST) e um sério problema de saúde pública devido às suas sequelas, como infertilidade, dor pélvica crônica e gravidez ectópica. A fisiopatologia da DIP é predominantemente ascendente, não hematogênica. Os principais agentes etiológicos são Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae e Mycoplasma genitalium, mas a infecção é frequentemente polimicrobiana. O diagnóstico é clínico, baseado em dor pélvica, dor à mobilização do colo uterino e dor à palpação anexial, associado a outros critérios menores. O tratamento ambulatorial preconizado pelo Ministério da Saúde (PCDT-IST-2022) inclui uma combinação de antibióticos para cobrir os principais patógenos: Ceftriaxona (dose única intramuscular), Doxiciclina (oral por 14 dias) e Metronidazol (oral por 14 dias). Em relação ao uso de DIU, a presença do dispositivo não exige sua remoção imediata; o tratamento antibiótico deve ser iniciado, e a remoção só é considerada se não houver resposta clínica em 48-72 horas.

Perguntas Frequentes

Qual a principal via de progressão da infecção na Doença Inflamatória Pélvica (DIP)?

A principal via de progressão da infecção na DIP é ascendente, ou seja, os microrganismos se movem do trato genital inferior (cérvix e vagina) para o trato genital superior (útero, tubas uterinas e ovários).

Quais são os agentes etiológicos mais frequentemente associados à DIP?

Os agentes etiológicos mais frequentes são Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae e Mycoplasma genitalium, embora outras bactérias da flora vaginal também possam estar envolvidas.

O DIU deve ser removido imediatamente em uma paciente com DIP?

Não, a remoção imediata do DIU não é rotineiramente recomendada. O tratamento antibiótico deve ser iniciado, e a remoção do DIU só é considerada se não houver melhora clínica significativa após 48-72 horas de terapia.

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