UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2023
Segundo o “PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS PARA ATENÇÃO INTEGRAL ÀS PESSOAS COM INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (IST) – 2022”, utilizando seu “FLUXOGRAMA PARA O MANEJO CLÍNICO DE DIP (DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA), podemos considerar que:
DIP: 3 critérios maiores + conteúdo vaginal/endocervical anormal = diagnóstico possível.
O diagnóstico de DIP é clínico e requer a presença dos três critérios maiores (dor hipogástrica, dor à palpação dos anexos, dor à mobilização do colo uterino), mas estes não são suficientes isoladamente. É essencial a presença de evidência de inflamação do trato genital inferior, como conteúdo vaginal ou secreção endocervical anormal, para aumentar a especificidade do diagnóstico.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica causada pela ascensão de microrganismos do trato genital inferior para o trato genital superior, afetando útero, tubas uterinas e ovários. É uma das complicações mais graves das infecções sexualmente transmissíveis (IST), com alta prevalência em mulheres jovens e sexualmente ativas, e pode levar a sequelas como infertilidade, dor pélvica crônica e gravidez ectópica. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para prevenir essas complicações. O diagnóstico de DIP é predominantemente clínico, baseado em critérios estabelecidos por protocolos como o PCDT IST 2022. A presença dos três critérios maiores (dor no hipogástrio, dor à palpação dos anexos e dor à mobilização do colo uterino) é fundamental, mas não exclusiva. Para aumentar a acurácia diagnóstica, é imperativo que esses critérios sejam acompanhados por evidências de inflamação do trato genital inferior, como conteúdo vaginal ou secreção endocervical anormal. Critérios adicionais, como febre, leucocitose e aumento de PCR/VHS, podem apoiar o diagnóstico, mas não são obrigatórios. O manejo da DIP pode ser ambulatorial ou hospitalar, dependendo da gravidade do quadro e da presença de sinais de alarme. O tratamento ambulatorial, com antibioticoterapia de amplo espectro, deve ser iniciado imediatamente após a suspeita diagnóstica. A reavaliação da paciente após 72 horas do início do tratamento é essencial para verificar a resposta terapêutica e ajustar a conduta, se necessário. Em casos de falha terapêutica, piora clínica ou sinais de gravidade, a internação hospitalar e o tratamento parenteral são indicados.
Os três critérios maiores para DIP são dor no hipogástrio, dor à palpação dos anexos e dor à mobilização do colo uterino.
Não, os critérios maiores não são suficientes isoladamente. É necessária a presença de conteúdo vaginal ou secreção endocervical anormal para aumentar a especificidade do diagnóstico.
O tratamento ambulatorial deve ser instituído quando há suspeita de DIP e ausência de sinais de gravidade ou complicações que indiquem internação, como defesa muscular abdominal ou febre alta.
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