UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2021
De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) das Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde do Brasil, são critérios diagnósticos de doença inflamatória pélvica, exceto:
Plaquetopenia NÃO é critério diagnóstico de DIP; dor anexial, PCR/VHS elevadas e endometrite são.
O diagnóstico de DIP é clínico, com critérios maiores (dor abdominal, dor à mobilização do colo, dor anexial) e menores (febre, leucocitose, VHS/PCR elevadas, evidência laboratorial de infecção por clamídia/gonococo). A plaquetopenia não faz parte desses critérios.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica resultante da ascensão de microrganismos do trato genital inferior para o trato genital superior, afetando útero, tubas uterinas e ovários. É uma das complicações mais sérias das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), com alta incidência em mulheres jovens e sexualmente ativas. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para prevenir sequelas como infertilidade, dor pélvica crônica e gravidez ectópica. O diagnóstico da DIP é predominantemente clínico, baseado em critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Os critérios maiores incluem dor à palpação dos anexos, dor à mobilização do colo uterino e dor abdominal baixa. Critérios menores, como febre, leucocitose, velocidade de hemossedimentação (VHS) ou proteína C reativa (PCR) elevadas, e evidência laboratorial de infecção por Neisseria gonorrhoeae ou Chlamydia trachomatis, apoiam o diagnóstico. A evidência histopatológica de endometrite também é um critério diagnóstico, embora menos acessível na prática clínica rotineira. O tratamento da DIP é empírico e deve cobrir os principais patógenos, como N. gonorrhoeae, C. trachomatis e anaeróbios. A escolha do esquema antibiótico depende da gravidade do quadro e da necessidade de internação. É fundamental tratar também os parceiros sexuais para evitar reinfecções. A ausência de plaquetopenia como critério diagnóstico reforça a importância de focar nos achados clínicos e inflamatórios específicos da doença.
Os critérios maiores incluem dor abdominal baixa, dor à mobilização do colo uterino e dor à palpação dos anexos.
Exames como VHS e PCR elevadas, além de evidência laboratorial de infecção por Chlamydia trachomatis ou Neisseria gonorrhoeae, são critérios menores que apoiam o diagnóstico.
A plaquetopenia não é um achado comum ou específico da Doença Inflamatória Pélvica e, portanto, não está incluída nos critérios diagnósticos estabelecidos.
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