UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Mulher em tratamento ambulatorial adequado para doença inflamatória pélvica há 72 horas retorna com piora clínica. A paciente é usuária de DIU de cobre. Realizou ultrassonografia transvaginal, que evidenciou abcesso tubo-ovariano.Nesse caso, qual a alternativa correta em relação ao DIU?
DIP com abscesso tubo-ovariano e DIU → retirada IMEDIATA do DIU, mesmo com ATB em curso.
Em casos de Doença Inflamatória Pélvica (DIP) grave, especialmente com formação de abscesso tubo-ovariano, a presença de um DIU é um fator de risco para falha terapêutica. A retirada imediata do DIU é crucial para permitir a resolução da infecção, pois o dispositivo pode atuar como um corpo estranho e foco infeccioso persistente, mesmo sob antibioticoterapia adequada.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção do trato genital superior feminino, com etiologia polimicrobiana, que pode levar a complicações graves como abscesso tubo-ovariano, infertilidade e dor pélvica crônica. A presença de um Dispositivo Intrauterino (DIU) é um fator de risco conhecido para DIP, especialmente nos primeiros meses após a inserção, embora o risco absoluto seja baixo. O manejo adequado da DIP em usuárias de DIU é um tópico importante na prática ginecológica e para provas de residência. Quando uma paciente com DIU desenvolve DIP, a conduta em relação ao dispositivo depende da gravidade da infecção. Em casos leves a moderados, a antibioticoterapia pode ser iniciada e o DIU mantido sob observação. No entanto, em situações de DIP grave, como abscesso tubo-ovariano ou falha terapêutica após 72 horas de tratamento adequado, a retirada imediata do DIU é imperativa. O DIU pode servir como um corpo estranho que perpetua a infecção, dificultando a ação dos antibióticos e promovendo a formação de biofilmes bacterianos. Após a retirada do DIU, a antibioticoterapia deve ser continuada conforme o protocolo para DIP grave, geralmente com cobertura para anaeróbios, gonococos e clamídias. A melhora clínica e a resolução do abscesso devem ser monitoradas. A decisão de retirar o DIU não deve ser postergada em quadros graves, pois a demora pode levar a complicações mais sérias, como ruptura do abscesso, peritonite e sepse. A educação da paciente sobre os riscos e benefícios do DIU, bem como a importância do acompanhamento, é fundamental.
O DIU deve ser retirado imediatamente em casos de Doença Inflamatória Pélvica (DIP) grave, especialmente na presença de abscesso tubo-ovariano, pois ele pode atuar como um foco de infecção persistente e dificultar a resposta ao tratamento.
A retirada do DIU é crucial para o sucesso do tratamento, pois o dispositivo pode abrigar bactérias e biofilms, impedindo a erradicação da infecção pelos antibióticos. Sua remoção permite que a antibioticoterapia seja mais eficaz na resolução do abscesso.
Sim, a antibioticoterapia deve ser iniciada o mais rápido possível ao diagnóstico de DIP. A retirada do DIU deve ser realizada em conjunto com o tratamento antibiótico, sem atrasos, especialmente em quadros graves como abscesso tubo-ovariano.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo