DIP: Manejo de Parceiros e Protocolos de Tratamento

Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2024

Enunciado

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é considerada como um conjunto de sinais e sintomas decorrentes da ascensão de microrganismos a partir do trato genital mais distal e propagação para estruturas com endométrio, anexos, peritônio. A respeito da DIP, os conceitos que o tema suscita e seus conhecimentos prévios, julgue o item.Por ser uma doença profunda do sistema genital feminino e baixo risco de infeção para parcerias, o tratamento para estes está indicado apenas nos casos sintomáticos.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

DIP → Tratar parceiros sexuais (últimos 60 dias) mesmo se assintomáticos.

Resumo-Chave

O tratamento de parceiros sexuais na DIP é obrigatório para prevenir reinfecção e sequelas, independentemente da presença de sintomas, cobrindo gonococo e clamídia.

Contexto Educacional

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) representa um espectro de processos inflamatórios do trato genital superior, incluindo endometrite, salpingite e peritonite pélvica. A etiologia é polimicrobiana, mas Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis são os patógenos primários mais comuns. O diagnóstico é clínico, baseado em critérios maiores (dor à palpação anexial, dor à mobilização do colo uterino e dor hipogástrica) e menores. O manejo adequado exige não apenas a antibioticoterapia da paciente, mas o rastreio e tratamento rigoroso dos parceiros sexuais. A falha no tratamento do parceiro é uma das principais causas de recorrência e progressão para complicações graves, como o abscesso tubo-ovariano, dor pélvica crônica e infertilidade por fator tubário. O tratamento deve ser iniciado imediatamente após a suspeita clínica para minimizar danos teciduais.

Perguntas Frequentes

Quais parceiros devem ser tratados na DIP?

Todos os parceiros sexuais com quem a paciente teve contato nos últimos 60 dias que antecederam o início dos sintomas devem ser avaliados e tratados empiricamente para N. gonorrhoeae e C. trachomatis, mesmo que estejam assintomáticos.

Qual o esquema terapêutico recomendado para os parceiros?

Geralmente utiliza-se Ceftriaxona 500mg IM (dose única) associada a Azitromicina 1g VO (dose única) ou Doxiciclina 100mg VO 12/12h por 7 dias, visando cobrir gonococo e clamídia conforme protocolos nacionais.

Por que tratar parceiros assintomáticos?

A maioria das infecções por clamídia e muitas por gonococo em homens são assintomáticas. Sem o tratamento, a paciente corre risco imediato de reinfecção, perpetuando o ciclo inflamatório e aumentando o risco de sequelas graves.

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