Doença Inflamatória Pélvica (DIP): Diagnóstico e Sintomas

Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2024

Enunciado

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é considerada como um conjunto de sinais e sintomas decorrentes da ascensão de microrganismos a partir do trato genital mais distal e propagação para estruturas com endométrio, anexos, peritônio. A respeito da DIP, os conceitos que o tema suscita e seus conhecimentos prévios, julgue o item.A DIP tem padrão que varia de subagudo a oligossintomático no qual a febre é comum na maioria dos casos. Em quadros subagudos é mais relevante que dor pélvica.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

DIP: Dor pélvica é o sinal cardinal; febre é inconstante e não define gravidade isoladamente.

Resumo-Chave

A DIP é frequentemente oligossintomática ou subaguda. A ausência de febre não exclui o diagnóstico, sendo a dor à mobilização do colo uterino e anexos mais sensível.

Contexto Educacional

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) representa um desafio diagnóstico devido ao seu espectro clínico variado. A transição de uma infecção cervical para o trato superior pode ser silenciosa. O tratamento deve ser iniciado precocemente e cobrir os principais patógenos (Gonococo, Clamídia e anaeróbios). O conhecimento dos critérios de Hager e a diferenciação entre casos ambulatoriais e hospitalares são essenciais para a prática médica e sucesso em avaliações de residência.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos mínimos para DIP?

Segundo o CDC e o Ministério da Saúde, os critérios mínimos (ou maiores) para o diagnóstico clínico de DIP em mulheres jovens sexualmente ativas e com risco para ISTs são: dor à palpação uterina, dor à palpação anexial ou dor à mobilização do colo uterino no exame bimanual. A presença de apenas um desses critérios na ausência de outra causa óbvia justifica o início do tratamento empírico para evitar sequelas como infertilidade e dor pélvica crônica.

Qual a importância da febre no quadro clínico da DIP?

Embora a febre seja um critério adicional (menor) importante, ela está presente em menos de metade dos casos de DIP. Quadros causados por Chlamydia trachomatis, por exemplo, tendem a ser mais indolentes e subagudos, com mínima resposta sistêmica, mas com alto potencial de dano tubário. Portanto, a ausência de febre não deve afastar a suspeita clínica se houver dor pélvica e sinais de inflamação do trato genital inferior.

Quais as principais complicações da DIP não tratada?

As principais complicações a longo prazo incluem a infertilidade por fator tubário (devido a cicatrizes e oclusão das trompas), gravidez ectópica (por alteração do transporte ciliar tubário) e dor pélvica crônica. Agudamente, a paciente pode evoluir com formação de abscesso tubo-ovariano, peritonite generalizada e a Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis, caracterizada por peri-hepatite com aderências em 'corda de violino'.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo