MedEvo Simulado — Prova 2026
Clarice, 24 anos, nuligesta, comparece à unidade de pronto atendimento com queixa de dor pélvica persistente há 5 dias, com piora importante nas últimas 24 horas, associada a calafrios e secreção vaginal amarelada. Relata vida sexual ativa com novo parceiro há 2 meses e uso inconsistente de preservativos. Ao exame físico, apresenta-se em regular estado geral, desidratada (+/4+), febril (38,6 °C), com frequência cardíaca de 102 bpm e pressão arterial de 110x70 mmHg. O exame abdominal revela dor intensa à palpação profunda em hipogástrio, com sinal de descompressão brusca dolorosa negativo. No exame especular, observa-se colo uterino hiperemiado com saída de secreção purulenta pelo orifício externo. Ao toque bimanual, nota-se dor excruciante à mobilização do colo uterino e palpação de massa anexial à direita, de aproximadamente 6 cm, dolorosa e de limites imprecisos. A ultrassonografia transvaginal evidencia útero de dimensões normais, endométrio de 8 mm e uma formação complexa em anexo direito, com paredes espessas e debris internos, sugerindo abscesso tubo-ovariano, além de pequena quantidade de líquido livre em fundo de saco de Douglas. Considerando o quadro clínico e os critérios de classificação, qual o diagnóstico e a conduta mais adequada?
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