INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2021
Paciente usuária de dispositivo intrauterino (DIU) de cobre T380A procurou atendimento médico para dores pélvicas de início agudo. Relata dores em pontadas alternadas com cólicas. Relatou disuria e corrimento vaginal sem odor fétido e transparente associado ao aparecimento de dispareunia. Ao exame especular evidenciado secreção cervical mucoide saindo pelo orifício externo do colo uterino. Fio do DIU aparente. Colo fechado. Toque evidenciado colo com sensibilidade dolorosa à mobilização. Toque bimanual evidenciado sensibilidade no anexo esquerdo. Solicitado ultrassom transvaginal evidenciado formação à esquerda espessada e com aspecto tortuoso e irregular sugestivo de hidrossalpinge. O provável agente microbiológico e o tratamento adequado são, respectivamente,
DIU + dor pélvica + sensibilidade à mobilização do colo + hidrossalpinge → DIP, Clamídia, tratar com Azitromicina.
A doença inflamatória pélvica (DIP) é uma complicação rara, mas grave, do uso de DIU, especialmente nos primeiros 20 dias pós-inserção. A presença de dor pélvica, sensibilidade à mobilização do colo e achados ultrassonográficos como hidrossalpinge sugerem DIP, sendo a Clamídia um agente etiológico comum. O tratamento empírico deve cobrir os principais patógenos.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção do trato genital superior feminino, que pode envolver útero, tubas uterinas e ovários. Embora o DIU seja um método contraceptivo seguro e eficaz, ele pode aumentar ligeiramente o risco de DIP, principalmente nas primeiras semanas após a inserção, devido à introdução de bactérias da vagina e colo uterino. A Clamídia trachomatis é um dos principais agentes etiológicos. O diagnóstico da DIP é clínico, baseado em dor pélvica, sensibilidade à mobilização do colo e dor anexial. Achados como corrimento cervical mucoide e hidrossalpinge ao ultrassom reforçam a suspeita. É crucial diferenciar a DIP de outras causas de dor pélvica. A suspeita deve ser alta em pacientes com DIU e sintomas sugestivos. O tratamento da DIP é empírico e visa cobrir os patógenos mais comuns. A azitromicina é eficaz contra Clamídia. Em muitos casos, a terapia combinada é necessária para cobrir outros agentes como Neisseria gonorrhoeae e anaeróbios. A remoção do DIU deve ser considerada em casos de DIP grave ou refratária ao tratamento.
Os sinais incluem dor pélvica, dispareunia, corrimento vaginal, sensibilidade à mobilização do colo uterino e dor anexial. Febre pode estar presente em casos mais graves.
A Clamídia trachomatis e a Neisseria gonorrhoeae são os agentes mais comuns, especialmente em infecções ascendentes relacionadas ao DIU.
O tratamento empírico geralmente inclui antibióticos que cobrem Clamídia e Gonorreia, como Azitromicina e Ceftriaxona, ou Doxiciclina e Metronidazol, dependendo do protocolo.
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