UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
Uma paciente de 29 anos de idade está na 23a semana de sua segunda gestação. Procurou obstetra do programa de saúde da família, por estar preocupada com sua gravidez. Duas semanas antes, estava com corrimento vaginal purulento com raias e sangue, e nos últimos quatro dias iniciou febre baixa (37,9ºC) e dor pélvica mal definida. À palpação bimanual, percebe-se dor à mobilização do colo do útero e em anexo esquerdo. Assinale a opção que apresenta a principal hipótese diagnóstica de conduta.
DIPA na gestação = dor pélvica + febre + corrimento + dor à mobilização do colo/anexos → internação e ATB IV.
A paciente apresenta quadro clássico de DIPA (dor pélvica, febre, corrimento purulento, dor à mobilização do colo e anexos). DIPA na gestação é uma condição grave que exige internação e antibioticoterapia intravenosa para evitar complicações maternas e fetais, como abortamento, parto prematuro e sepse.
A Doença Inflamatória Pélvica Aguda (DIPA) é uma infecção do trato genital superior feminino, que pode envolver o útero (endometrite), tubas uterinas (salpingite), ovários (ooforite) e tecidos adjacentes (parametrite, abscesso tubo-ovariano). Na gestação, a DIPA é uma condição rara, mas grave, associada a riscos significativos para a mãe e o feto, incluindo abortamento, parto prematuro, sepse e sequelas reprodutivas. O diagnóstico precoce e o tratamento agressivo são imperativos. A fisiopatologia da DIPA geralmente envolve a ascensão de microrganismos da vagina e colo do útero para o trato genital superior. Os agentes etiológicos mais comuns são Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, mas bactérias da flora vaginal também podem estar envolvidas. Na gestação, a barreira do muco cervical e a decidualização podem oferecer alguma proteção, mas a infecção ainda pode ocorrer. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de dor pélvica, dor à mobilização do colo e/ou anexos, febre, corrimento purulento e elevação de marcadores inflamatórios. Devido aos riscos maternos e fetais, a DIPA na gestação é uma indicação para internação hospitalar e antibioticoterapia intravenosa. O esquema antibiótico deve ser de amplo espectro, cobrindo os principais patógenos, e adaptado para a segurança na gestação (ex: ceftriaxona + azitromicina + metronidazol). A monitorização fetal e materna é essencial. O prognóstico depende da gravidade da infecção e da prontidão do tratamento, com o objetivo de erradicar a infecção e prevenir complicações obstétricas.
Os critérios incluem dor pélvica ou abdominal baixa, dor à mobilização do colo uterino, dor à palpação anexial, febre (>38°C), corrimento vaginal purulento e elevação de marcadores inflamatórios. A gestação torna o diagnóstico mais desafiador e a conduta mais urgente.
A DIPA na gestação é considerada uma condição de alto risco devido ao potencial de complicações graves como abortamento, parto prematuro, sepse materna e fetal. A internação permite monitorização rigorosa e a antibioticoterapia intravenosa garante níveis terapêuticos rápidos e eficazes.
Os principais agentes são Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae e bactérias da flora vaginal. O tratamento empírico deve cobrir um amplo espectro, incluindo cefalosporinas de terceira geração (para gonorreia) e azitromicina ou doxiciclina (para clamídia), além de metronidazol para anaeróbios, adaptado para a gestação.
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