Doença Inflamatória Pélvica Aguda: Critérios Diagnósticos Essenciais

HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2023

Enunciado

Consiste em critério maior para o diagnóstico de doença inflamatória pélvica aguda a:

Alternativas

  1. A) dor hipogástrica.
  2. B) massa pélvica.
  3. C) temperatura ≥ 38°C.
  4. D) proteína C reativa positiva.

Pérola Clínica

DIP aguda: dor hipogástrica é critério maior essencial para o diagnóstico.

Resumo-Chave

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) aguda é uma infecção do trato genital superior feminino. O diagnóstico é predominantemente clínico, e a dor hipogástrica é um critério maior obrigatório para iniciar a investigação, juntamente com dor à mobilização do colo e/ou dor anexial.

Contexto Educacional

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) aguda é uma síndrome clínica causada pela ascensão de microrganismos do trato genital inferior para o trato genital superior feminino, envolvendo útero, tubas uterinas e ovários. É uma condição comum em mulheres jovens e sexualmente ativas, com sérias consequências reprodutivas se não tratada adequadamente, como infertilidade, gravidez ectópica e dor pélvica crônica. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado em critérios que permitem iniciar o tratamento empírico rapidamente. Os critérios diagnósticos para DIP são divididos em maiores e menores. Os critérios maiores, considerados essenciais para a suspeita clínica, incluem: dor à palpação abdominal em hipogástrio (o sintoma cardinal e presente na questão), dor à mobilização do colo uterino e dor à palpação anexial. A presença desses três achados no exame físico é altamente sugestiva de DIP. Critérios menores ou adicionais, que apoiam o diagnóstico, incluem temperatura oral ≥ 38,3°C, secreção vaginal ou cervical mucopurulenta, leucocitose, aumento da velocidade de hemossedimentação (VHS) ou proteína C reativa (PCR), e evidência laboratorial de infecção por *Neisseria gonorrhoeae* ou *Chlamydia trachomatis*. É importante ressaltar que a massa pélvica pode ser um achado em casos mais avançados ou complicados (abscesso tubo-ovariano), mas não é um critério maior para o diagnóstico da DIP aguda inicial. O tratamento empírico com antibióticos de amplo espectro deve ser iniciado prontamente para prevenir sequelas.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios maiores para o diagnóstico clínico de DIP aguda?

Os critérios maiores para o diagnóstico clínico de DIP aguda são: dor à palpação abdominal em hipogástrio, dor à mobilização do colo uterino e dor à palpação anexial. A presença desses três é altamente sugestiva.

Quais são os critérios menores ou adicionais que apoiam o diagnóstico de DIP?

Critérios menores incluem temperatura oral > 38,3°C, secreção vaginal ou cervical mucopurulenta, leucocitose, aumento da velocidade de hemossedimentação (VHS) ou proteína C reativa (PCR), e evidência laboratorial de infecção por Gonorreia ou Clamídia.

Quando a ultrassonografia pélvica é útil no diagnóstico de DIP?

A ultrassonografia pélvica é útil para excluir outras causas de dor pélvica e para identificar complicações da DIP, como abscesso tubo-ovariano. Não é um critério diagnóstico primário, mas pode fornecer suporte e guiar o tratamento.

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