Tratamento da Doença Inflamatória Pélvica (DIP): Indicações

Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2024

Enunciado

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é considerada como um conjunto de sinais e sintomas decorrentes da ascensão de microrganismos a partir do trato genital mais distal e propagação para estruturas com endométrio, anexos, peritônio. A respeito da DIP, os conceitos que o tema suscita e seus conhecimentos prévios, julgue o item.Por ter possibilidade de ascensão intraperitoneal e possibilidade de sepse grave, o tratamento ambulatorial não é opção mesmo em casos leves.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

DIP estágios I e II (sem abscesso) → Tratamento ambulatorial é seguro e eficaz.

Resumo-Chave

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) leve a moderada pode ser manejada ambulatorialmente. A internação é reservada para casos graves (Monif III/IV), gestantes, intolerância oral ou falha terapêutica.

Contexto Educacional

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica decorrente da ascensão de microrganismos do trato genital inferior para o superior. A etiologia é polimicrobiana, com destaque para Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado em critérios maiores (dor infraumbilical, dor à mobilização do colo e dor anexial) e menores. A decisão entre tratamento ambulatorial e hospitalar baseia-se na gravidade clínica e no risco de complicações. A classificação de Monif auxilia nessa triagem: estágios I e II geralmente permitem manejo ambulatorial, enquanto estágios III (abscesso íntegro) e IV (abscesso roto ou choque) exigem internação imediata para antibioticoterapia parenteral e possível intervenção cirúrgica.

Perguntas Frequentes

Quando indicar tratamento ambulatorial na DIP?

O tratamento ambulatorial é indicado para pacientes com DIP leve a moderada, classificadas como Monif I (salpingite sem peritonite) ou Monif II (salpingite com peritonite localizada), desde que não apresentem sinais de gravidade, não sejam gestantes e tenham condições de seguir a medicação oral.

Quais são os critérios de internação na DIP?

Os critérios incluem: gravidez, falta de resposta clínica após 72h de tratamento ambulatorial, intolerância a antibióticos orais, estado geral grave (febre alta, náuseas, vômitos), suspeita de abscesso tubo-ovariano ou emergência cirúrgica (ex: apendicite não excluída).

Qual o esquema antibiótico ambulatorial padrão?

O protocolo atual do Ministério da Saúde recomenda Ceftriaxona 500mg IM (dose única) associada a Doxiciclina 100mg VO (14 dias) e Metronidazol 500mg VO (14 dias).

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