HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2024
Paciente do sexo feminino, 32 anos, apresenta-se ao serviço de emergência queixando-se de dor abdominal intensa, localizada principalmente na região inferior do abdômen. A paciente relata também febre baixa, corrimento vaginal anormal e dor durante a relação sexual. Ao exame físico, observa-se dor a palpação abdominal com predomínio em regiões anexiais, dor ao toque bimanual e dor a mobilização do colo uterino além de leucorreia mucopurulenta. O exame de ultrassom endovaginal mostra abscesso tubo ovariano com 12 cm3 . De acordo com o caso clínico, qual seria o tratamento de 1ª escolha?
DIP com abscesso tubo-ovariano = tratamento hospitalar + ATB EV (Ceftriaxone + Metronidazol) + Doxiciclina oral.
O quadro clínico sugestivo de Doença Inflamatória Pélvica (DIP) e a presença de abscesso tubo-ovariano (ATO) no ultrassom indicam uma forma grave da doença. Nesses casos, o tratamento de primeira escolha é intra-hospitalar, com antibioticoterapia endovenosa de amplo espectro, cobrindo gram-negativos, anaeróbios e atípicos, como Ceftriaxone, Metronidazol e Doxiciclina.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção do trato genital superior feminino, que pode envolver o útero (endometrite), as tubas uterinas (salpingite) e os ovários (ooforite), podendo levar à formação de abscessos tubo-ovarianos (ATO). É uma condição comum em mulheres jovens e sexualmente ativas, com sérias consequências reprodutivas, como infertilidade e gravidez ectópica, se não for tratada adequadamente. A fisiopatologia da DIP geralmente envolve a ascensão de microrganismos da vagina e colo uterino para o trato genital superior. Os principais patógenos são *Chlamydia trachomatis* e *Neisseria gonorrhoeae*, mas bactérias entéricas e anaeróbios também estão envolvidos, especialmente na formação de abscessos. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado em dor pélvica, dor à mobilização do colo e dor anexial. A ultrassonografia transvaginal é crucial para identificar complicações como o abscesso tubo-ovariano. O tratamento da DIP, especialmente quando complicada com abscesso tubo-ovariano, requer internação hospitalar e antibioticoterapia endovenosa de amplo espectro. Esquemas comuns incluem Ceftriaxone (para gonococo), Metronidazol (para anaeróbios) e Doxiciclina (para clamídia e micoplasma). A resposta ao tratamento deve ser monitorada de perto, e em casos de abscessos grandes ou que não respondem à terapia clínica, a drenagem percutânea ou cirúrgica pode ser necessária.
O diagnóstico de DIP é clínico e baseia-se em critérios mínimos como dor à palpação abdominal inferior, dor à mobilização do colo uterino e dor à palpação anexial, além de critérios adicionais como febre, corrimento mucopurulento e leucocitose.
A internação é indicada para casos graves, como suspeita de abscesso tubo-ovariano, falha do tratamento ambulatorial, gestação, imunodeficiência, intolerância a medicamentos orais ou quando o diagnóstico é incerto.
O esquema de primeira escolha geralmente envolve Ceftriaxone endovenoso (para gonococo), Metronidazol endovenoso (para anaeróbios) e Doxiciclina oral (para clamídia e micoplasma), cobrindo um amplo espectro de patógenos.
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