SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2021
Paciente 25 anos vem a consulta mostrar exames que fez por estar há 4 dias com queixa de dor pélvica que piora progressivamente e mantendo-se afebril sem sinais de peritonismo e com corrimento muco purulento, ao exame evidencia de leucocitose aumento de PCR e VHS ao exame físico dor a mobilização cervical e anexial. Considerando o quadro clássico de DIP leve qual seria tratamento a ser instituído ambulatoriamente:
DIP leve ambulatorial → Ceftriaxone IM (dose única) + Doxiciclina VO (14 dias) + Metronidazol VO (14 dias).
O tratamento ambulatorial da Doença Inflamatória Pélvica (DIP) leve requer cobertura para os principais patógenos (Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis e anaeróbios). A combinação de Ceftriaxone, Doxiciclina e Metronidazol é a escolha recomendada pelas diretrizes para garantir essa cobertura.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção do trato genital superior feminino, comumente causada por infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, além de bactérias anaeróbias e flora vaginal. É uma condição importante devido ao seu potencial de causar sequelas graves, como infertilidade, dor pélvica crônica e gravidez ectópica. O diagnóstico da DIP é predominantemente clínico, baseado na presença de dor pélvica, dor à mobilização cervical e dor à palpação anexial. Exames laboratoriais como leucocitose, aumento de PCR e VHS, e testes para ISTs, auxiliam na confirmação. A classificação da gravidade (leve, moderada, grave) orienta a escolha do tratamento. O tratamento ambulatorial para DIP leve é crucial e deve cobrir os principais patógenos. As diretrizes recomendam um esquema que inclua Ceftriaxone intramuscular em dose única (para gonorreia), Doxiciclina oral por 14 dias (para clamídia) e Metronidazol oral por 14 dias (para anaeróbios). A adesão ao tratamento e o tratamento dos parceiros sexuais são fundamentais para o sucesso terapêutico e prevenção de reinfecções.
O diagnóstico de DIP é clínico e baseia-se em dor pélvica, dor à mobilização cervical e/ou dor à palpação anexial. Critérios adicionais incluem febre, corrimento mucopurulento, leucocitose, aumento de PCR/VHS e evidência de infecção por gonorreia/clamídia.
A DIP é frequentemente polimicrobiana, envolvendo Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis e bactérias anaeróbias. A combinação de Ceftriaxone (para gonorreia), Doxiciclina (para clamídia) e Metronidazol (para anaeróbios) garante uma cobertura abrangente.
A internação é indicada para pacientes com DIP grave, gestantes, imunocomprometidas, que não respondem ao tratamento ambulatorial, com abscesso tubo-ovariano, ou quando o diagnóstico é incerto e outras condições cirúrgicas não podem ser excluídas.
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