Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2021
Uma paciente de 28 anos de idade, com queixa de dor pélvica há uma semana, associada à leucorreia e febre há dois dias, refere vida sexual ativa, em uso regular de anticoncepcional oral combinado. Ao exame físico, encontrava-se em bom estado geral, normotensa e normocárdica. Abdome inocente. Ao especular, presença de secreção endocervical purulenta e, ao toque vaginal, dor à mobilização do colo.Com base nesse caso hipotético, para estabelecimento do diagnóstico, constitui critério maior, segundo o Ministério da Saúde o(a)
DIP: dor pélvica + dor à mobilização do colo OU dor à palpação anexial/uterina.
O diagnóstico de Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é essencialmente clínico. Segundo o Ministério da Saúde, a dor à mobilização do colo uterino, dor à palpação uterina ou dor à palpação anexial são critérios maiores para o diagnóstico.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica que engloba infecções do trato genital superior feminino, incluindo endometrite, salpingite, ooforite e abscesso tubo-ovariano. É uma das principais causas de infertilidade, dor pélvica crônica e gravidez ectópica, sendo mais comum em mulheres jovens e sexualmente ativas. O diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais para minimizar as sequelas. O diagnóstico da DIP é predominantemente clínico, e o tratamento empírico deve ser iniciado com base na suspeita clínica para evitar atrasos. Segundo o Ministério da Saúde e outras diretrizes, os critérios maiores para o diagnóstico incluem dor à palpação uterina, dor à palpação anexial e dor à mobilização do colo uterino. A presença de um ou mais desses critérios, na ausência de outra causa aparente, é suficiente para iniciar o tratamento. Critérios adicionais (menores) que apoiam o diagnóstico incluem febre, leucorreia ou secreção vaginal anormal, aumento da velocidade de hemossedimentação (VHS) ou proteína C reativa (PCR), e comprovação laboratorial de infecção por Neisseria gonorrhoeae ou Chlamydia trachomatis. Exames de imagem, como ultrassonografia, podem auxiliar na identificação de abscessos, mas não são mandatórios para o início do tratamento empírico.
Os critérios maiores incluem dor à palpação uterina, dor à palpação anexial e dor à mobilização do colo uterino, sendo a presença de um desses suficiente para a suspeita clínica.
Critérios menores incluem febre (>38,3°C), leucorreia ou secreção vaginal anormal, aumento da VHS ou PCR, e comprovação laboratorial de infecção por gonococo ou clamídia.
O tratamento precoce da DIP é crucial para prevenir complicações graves e sequelas a longo prazo, como dor pélvica crônica, infertilidade, gravidez ectópica e formação de abscesso tubo-ovariano.
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