IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2024
São fatores que facilitam a doença inflamatória pélvica na mulher, exceto
Gestação protege contra DIP; outros fatores como duchas, vaginose e relações na menstruação aumentam risco.
A gestação é um fator protetor contra a Doença Inflamatória Pélvica (DIP) devido ao fechamento do colo uterino pelo tampão mucoso e à decidualização do endométrio, que dificultam a ascensão de microrganismos. Outros fatores listados, como duchas vaginais, vaginose bacteriana e relações sexuais durante a menstruação, aumentam o risco de DIP.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica que engloba infecções do trato genital superior feminino, incluindo endometrite, salpingite, ooforite, abscesso tubo-ovariano e peritonite pélvica. É uma condição séria que pode levar a complicações como infertilidade, gravidez ectópica e dor pélvica crônica. A DIP é predominantemente causada por microrganismos sexualmente transmissíveis, como *Chlamydia trachomatis* e *Neisseria gonorrhoeae*, mas também pode envolver bactérias da flora vaginal. Diversos fatores facilitam a ascensão desses microrganismos do trato genital inferior para o superior. Relações sexuais durante a menstruação são um fator de risco, pois o colo uterino está mais aberto e o sangue menstrual pode servir como meio de cultura. O uso de duchas vaginais altera o pH vaginal e a flora protetora, além de poder impulsionar bactérias para cima. A vaginose bacteriana, ao desequilibrar a microbiota vaginal, também aumenta a suscetibilidade à DIP. Procedimentos intrauterinos, como a inserção ou retirada de DIU, embora com risco baixo, podem introduzir bactérias no útero. Em contraste, a gestação é um fator protetor contra a DIP. Durante a gravidez, o colo uterino se fecha e forma um tampão mucoso espesso, que atua como uma barreira mecânica eficaz contra a ascensão de microrganismos. Além disso, a decidualização do endométrio e as alterações hormonais criam um ambiente menos favorável para a proliferação bacteriana no trato genital superior. É importante que residentes e profissionais de saúde compreendam esses fatores para aconselhamento adequado e prevenção da DIP).
Os principais fatores de risco incluem múltiplos parceiros sexuais, histórico de IST, uso de duchas vaginais, vaginose bacteriana, relações sexuais durante a menstruação, e procedimentos intrauterinos como inserção de DIU ou aborto.
Durante a gestação, o colo uterino se fecha e forma um tampão mucoso que atua como barreira física. Além disso, a decidualização do endométrio e as alterações hormonais criam um ambiente menos propício para a ascensão e proliferação de microrganismos, protegendo contra a DIP.
A vaginose bacteriana altera a flora vaginal normal, diminuindo os lactobacilos protetores e aumentando bactérias anaeróbias, o que facilita a ascensão de patógenos. As duchas vaginais podem empurrar bactérias para o trato genital superior e remover a flora protetora, desequilibrando o ambiente vaginal.
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