Doença Inflamatória Pélvica: Diagnóstico e Tratamento

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019

Enunciado

Sobre a doença inflamatória pélvica, assinale a opção incorreta. 

Alternativas

  1. A) Uma complicação da salpingite aguda e do obscesso tubo-ovariano é a peri-hepatite, também chamada de síndrome de Hugh-Fitz-Curtis.
  2. B) No estágio III da Classificação de Monif, a paciente apresenta oclusão tubária, abscesso pélvico ou tubo-ovariano, e necessita de internação para antibioticoterapia venosa.
  3. C) Em casos suspeitos de DIP, com dor pélvica e dor à mobilização do útero e anexos, podem ser solicitados exames laboratoriais para aumentar a especificidade e assim reduzir tratamentos desncessários.
  4. D) Pacientes usuárias de DIU não devem retirá-lo no momento do diagnóstico. 
  5. E) O tratamento preconizado para os casos leves, segundo o Ministério da Saúde, é Ceftriaxone 500mg em dose única, com repetição após 2 semanas.

Pérola Clínica

Tratamento DIP leve MS → Ceftriaxone 500mg IM dose única + Doxiciclina 100mg VO 14d + Metronidazol 500mg VO 14d.

Resumo-Chave

A alternativa E está incorreta porque o tratamento preconizado pelo Ministério da Saúde para DIP leve não é apenas Ceftriaxone 500mg em dose única. O esquema completo inclui Ceftriaxone 500mg IM dose única, Doxiciclina 100mg VO 14 dias e Metronidazol 500mg VO 14 dias.

Contexto Educacional

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica causada pela ascensão de microrganismos do trato genital inferior para o trato genital superior feminino, resultando em inflamação e infecção do útero, tubas uterinas, ovários e estruturas adjacentes. É uma condição comum, especialmente em mulheres jovens e sexualmente ativas, e pode levar a sequelas graves como infertilidade, dor pélvica crônica e gravidez ectópica. O diagnóstico da DIP é predominantemente clínico, baseado na presença de dor pélvica, dor à mobilização do colo uterino e dor à palpação dos anexos. Exames laboratoriais (leucocitose, VHS e PCR elevados) podem aumentar a especificidade, mas não são essenciais para iniciar o tratamento empírico. A classificação de Monif auxilia na estratificação da gravidade, com o estágio III indicando abscesso tubo-ovariano ou pélvico e a necessidade de internação para antibioticoterapia venosa. Uma complicação importante é a peri-hepatite, conhecida como Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis. O tratamento da DIP visa erradicar a infecção, aliviar os sintomas e prevenir sequelas. Para casos leves, o Ministério da Saúde preconiza um esquema que inclui Ceftriaxone 500mg IM em dose única, Doxiciclina 100mg VO de 12/12h por 14 dias e Metronidazol 500mg VO de 8/8h por 14 dias. É crucial a adesão completa ao tratamento. Pacientes usuárias de DIU não devem retirá-lo no momento do diagnóstico, a menos que não haja melhora clínica após 48-72 horas de antibioticoterapia, pois a retirada rotineira não melhora o prognóstico e pode ser desnecessária.

Perguntas Frequentes

O que é a síndrome de Fitz-Hugh-Curtis e qual sua relação com a DIP?

A síndrome de Fitz-Hugh-Curtis é uma peri-hepatite que ocorre como complicação da salpingite aguda e do abscesso tubo-ovariano na DIP, caracterizada por dor no quadrante superior direito do abdome.

Como é classificada a DIP no estágio III de Monif e qual a conduta?

No estágio III da Classificação de Monif, a paciente apresenta oclusão tubária, abscesso pélvico ou tubo-ovariano, necessitando de internação hospitalar para antibioticoterapia venosa.

Qual o tratamento preconizado pelo Ministério da Saúde para DIP leve?

O tratamento para DIP leve, segundo o MS, inclui Ceftriaxone 500mg IM em dose única, Doxiciclina 100mg VO de 12/12h por 14 dias e Metronidazol 500mg VO de 8/8h por 14 dias.

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