SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2026
Paciente de 25 anos procura a emergência queixando-se de dor pélvica, dor à mobilização uterina e anexial, e febre. Sobre o quadro acima é correto afirmar que:
DIP Ambulatorial = Ceftriaxona 500mg IM + Doxiciclina 14d + Metronidazol 14d.
O tratamento da DIP deve ser iniciado precocemente para evitar sequelas como infertilidade, utilizando cobertura para gonococo, clamídia e anaeróbios.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica decorrente da ascensão de microrganismos do trato genital inferior. O diagnóstico é clínico, baseado em critérios maiores (dor infra-abdominal, dor à mobilização cervical e dor anexial). O tratamento visa prevenir complicações crônicas como dor pélvica crônica, gestação ectópica e infertilidade tubária. A reavaliação em 48-72 horas é crucial para garantir a resposta terapêutica. Casos graves, gestantes ou falta de resposta ao tratamento oral exigem internação para antibioticoterapia parenteral.
O esquema recomendado pelo Ministério da Saúde e CDC envolve Ceftriaxona 500mg IM (dose única), Doxiciclina 100mg VO 12/12h por 14 dias e Metronidazol 250mg VO 12/12h (ou 500mg) por 14 dias.
Não é necessária a remoção rotineira do DIU em casos de DIP leve a moderada. O tratamento deve ser iniciado e, caso não haja melhora clínica em 48-72 horas, a remoção pode ser considerada.
Parceiros sexuais dos últimos 60 dias devem ser testados e tratados empiricamente para Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, mesmo que assintomáticos, para evitar reinfecção.
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