UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2025
Mulher, 25a, procura Pronto Atendimento com queixa de febre e dor intensa no baixo-ventre. Exame ginecológico: refere dor à mobilização do colo uterino ao toque bimanual; palpa-se massa anexial à direita. Exames laboratoriais= leucocitose com desvio à esquerda, VHS e proteína C reativa elevados. Ultrassonografia transvaginal=imagem cística anexial à direita de conteúdo espesso, medindo 5cm de diâmetro. Indicada hospitalização e iniciada terapia antimicrobiana.O ESQUEMA ANTIMICROBIANO INDICADO É:
DIP grave/abscesso tubo-ovariano → hospitalização + ATB IV (ex: Ceftriaxona + Doxiciclina + Metronidazol).
O quadro clínico de dor intensa no baixo-ventre, febre, dor à mobilização do colo uterino, massa anexial e marcadores inflamatórios elevados é altamente sugestivo de Doença Inflamatória Pélvica (DIP) complicada, possivelmente com abscesso tubo-ovariano (ATO). Nesses casos, a hospitalização e o tratamento antimicrobiano intravenoso são mandatórios para cobrir os principais patógenos (gonococos, clamídias, anaeróbios e Gram-negativos).
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica que envolve a infecção do trato genital superior feminino, incluindo útero, tubas uterinas e ovários, frequentemente causada por infecções sexualmente transmissíveis como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, além de bactérias entéricas e anaeróbios. É uma condição comum em mulheres jovens e sexualmente ativas, e sua importância clínica reside no risco de sequelas reprodutivas graves se não tratada adequadamente. O diagnóstico de DIP é primariamente clínico, baseado em dor pélvica, dor à mobilização do colo uterino e dor à palpação anexial. Em casos mais graves, como o descrito, pode haver febre, leucocitose e formação de abscesso tubo-ovariano (ATO), que é uma complicação séria. A ultrassonografia transvaginal é útil para identificar o ATO. A fisiopatologia envolve a ascensão de microrganismos do trato genital inferior para o superior, causando inflamação e infecção. O tratamento da DIP deve ser iniciado empiricamente e cobrir um amplo espectro de patógenos. Em casos de DIP grave ou abscesso tubo-ovariano, a hospitalização e o uso de antibióticos intravenosos são essenciais. Esquemas comuns incluem cefalosporinas de terceira geração (como ceftriaxona) ou cefoxitina, combinadas com doxiciclina e metronidazol, ou clindamicina com gentamicina. O tratamento precoce e adequado é crucial para prevenir complicações como infertilidade, dor pélvica crônica e gravidez ectópica.
Critérios incluem falha do tratamento ambulatorial, gravidez, imunodeficiência, doença grave (febre alta, náuseas/vômitos), abscesso tubo-ovariano suspeito, diagnóstico incerto (apendicite, gravidez ectópica) e intolerância à medicação oral.
Esquemas comuns incluem Ceftriaxona (ou Cefoxitina) + Doxiciclina + Metronidazol, ou Clindamicina + Gentamicina. Esses regimes visam cobrir Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis, bactérias Gram-negativas entéricas e anaeróbios.
As complicações incluem dor pélvica crônica, infertilidade devido a danos nas tubas uterinas, gravidez ectópica, formação de abscessos tubo-ovarianos e, em casos graves, sepse e peritonite.
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