HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2022
Em relação à Doença Inflamatória pélvica considere as afirmativas:I- Algumas mulheres podem desenvolver DIP sem apresentar sintomas.II- Esquemas de tratamento para DIP devem proporcionar cobertura empírica restrita tendo em vista a resistência de antibióticos.III- O diagnóstico deve ser cogitado em mulheres com dor abdominal baixa, corrimento vaginal excessivo, menorragia, metrorragia, febre, calafrios e sintomas urinários.IV- Não é necessário avaliar os parceiros sexuais de mulheres com DIP.Estão corretas:
DIP pode ser assintomática, mas suspeitar em dor pélvica + corrimento. Parceiros sexuais devem ser avaliados e tratados.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) pode ter um espectro clínico variado, desde casos assintomáticos até quadros graves. O diagnóstico é clínico e o tratamento empírico deve ser amplo, cobrindo os principais patógenos. É crucial a avaliação e tratamento dos parceiros sexuais para prevenir reinfecções e controlar a cadeia de transmissão.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção do trato genital superior feminino, incluindo útero, tubas uterinas e ovários. É uma condição comum, especialmente em mulheres jovens e sexualmente ativas, e pode ter consequências graves como infertilidade, dor pélvica crônica e gravidez ectópica. A etiologia é polimicrobiana, sendo Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae os patógenos mais frequentes, mas também envolvendo bactérias da flora vaginal. O diagnóstico da DIP é predominantemente clínico, baseado em critérios mínimos como dor à palpação abdominal inferior, dor à mobilização do colo uterino e dor à palpação anexial. Critérios adicionais como febre, corrimento cervical purulento, leucocitose e elevação de marcadores inflamatórios podem apoiar o diagnóstico. A suspeita deve ser alta em mulheres com fatores de risco, como múltiplos parceiros sexuais e histórico de ISTs. O tratamento é empírico e deve ser iniciado precocemente para prevenir sequelas. O tratamento da DIP visa erradicar os patógenos e aliviar os sintomas. Esquemas antibióticos devem cobrir um amplo espectro de bactérias. A hospitalização é indicada em casos graves, falha do tratamento ambulatorial, abscesso tubo-ovariano, gravidez, imunodeficiência ou diagnóstico incerto. A avaliação e tratamento dos parceiros sexuais são mandatórios para prevenir reinfecções e controlar a disseminação da doença na comunidade.
A DIP deve ser cogitada em mulheres com dor abdominal baixa, corrimento vaginal excessivo, menorragia, metrorragia, febre, calafrios e sintomas urinários. No entanto, algumas mulheres podem ser assintomáticas.
É crucial avaliar e tratar os parceiros sexuais, mesmo que assintomáticos, para evitar a reinfecção da paciente e interromper a cadeia de transmissão das infecções sexualmente transmissíveis que causam a DIP.
Não, os esquemas de tratamento para DIP devem proporcionar cobertura empírica ampla, visando os principais patógenos como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, além de anaeróbios e bactérias entéricas, devido ao risco de complicações graves.
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