Doença Inflamatória Pélvica: Agentes Etiológicos Comuns

CCG - Centro de Cirurgia Geral (MS) — Prova 2015

Enunciado

Nas doenças sexualmente transmissíveis, a doença inflamatória pélvica tem como agente mais comum:

Alternativas

  1. A) Gonococo.
  2. B) Treponema Pallidum.
  3. C) Mycoplasma hominis.
  4. D) Chlamydia tracomatis.
  5. E) Calymmatobacterium granulomatis.

Pérola Clínica

Gonococo e Chlamydia trachomatis são os agentes mais comuns da Doença Inflamatória Pélvica (DIP).

Resumo-Chave

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção polimicrobiana do trato genital superior feminino, sendo a Neisseria gonorrhoeae (gonococo) e a Chlamydia trachomatis os agentes etiológicos mais frequentemente envolvidos, com o gonococo muitas vezes associado a quadros mais agudos.

Contexto Educacional

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica causada pela ascensão de microrganismos do trato genital inferior para o trato genital superior feminino, envolvendo o útero, tubas uterinas e ovários. É uma das complicações mais sérias das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e uma causa significativa de morbidade ginecológica, afetando a saúde reprodutiva das mulheres. Os agentes etiológicos mais comuns da DIP são a Neisseria gonorrhoeae (gonococo) e a Chlamydia trachomatis. Embora ambos sejam frequentemente encontrados, o gonococo é classicamente associado a quadros mais agudos e sintomáticos, enquanto a clamídia pode causar infecções mais subclínicas, mas com danos tubários igualmente graves. Outros microrganismos, como bactérias anaeróbias e Mycoplasma genitalium, também podem estar envolvidos. O diagnóstico da DIP é clínico, baseado em sintomas e achados do exame físico, e o tratamento deve ser iniciado empiricamente para cobrir os agentes mais prováveis, a fim de prevenir complicações a longo prazo. A educação sobre sexo seguro e o rastreamento de ISTs são fundamentais para a prevenção da DIP e suas sequelas, como infertilidade e dor pélvica crônica.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas mais comuns da Doença Inflamatória Pélvica (DIP)?

Os sintomas da DIP incluem dor pélvica baixa, dispareunia, corrimento vaginal anormal, sangramento uterino irregular, febre e dor à palpação abdominal e à mobilização do colo uterino no exame ginecológico.

Qual o tratamento empírico recomendado para a Doença Inflamatória Pélvica?

O tratamento empírico da DIP deve cobrir tanto Neisseria gonorrhoeae quanto Chlamydia trachomatis, geralmente com uma cefalosporina de terceira geração (ex: ceftriaxona) e doxiciclina, com ou sem metronidazol.

Quais são as principais complicações a longo prazo da Doença Inflamatória Pélvica?

As complicações a longo prazo da DIP incluem dor pélvica crônica, infertilidade tubária, gravidez ectópica e formação de abcessos tubo-ovarianos, ressaltando a importância do diagnóstico e tratamento precoces.

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