DIP Estágio III: Diagnóstico e Conduta no Abscesso Tubo-Ovariano

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Uma mulher de 26 anos, nuligesta, apresenta-se ao pronto-socorro com queixa de dor em baixo ventre há 10 dias, com piora importante e início de febre nas últimas 48 horas. Relata que, há três dias, foi atendida em outra unidade com quadro de dor pélvica e leucorreia, tendo sido medicada com dose única de ceftriaxona 500 mg intramuscular e orientada a tomar doxiciclina 100 mg por 14 dias. Contudo, não houve melhora clínica. Ao exame físico, encontra-se em regular estado geral, febril (38,8 °C), com frequência cardíaca de 102 bpm e pressão arterial de 115x75 mmHg. À palpação abdominal, nota-se dor importante em hipogástrio e fossas ilíacas, com sinal de descompressão dolorosa localizado em fossa ilíaca direita. O exame especular revela colo uterino hiperemiado com saída de secreção purulenta pelo orifício externo. Ao toque bimanual, observa-se dor intensa à mobilização do colo e palpação de massa anexial à direita, fixa, de aproximadamente 7 cm. A ultrassonografia transvaginal demonstra a presença de uma formação complexa em anexo direito, com paredes espessas e conteúdo heterogêneo, compatível com abscesso tubo-ovariano íntegro. Com base no quadro clínico e na classificação da Doença Inflamatória Pélvica (DIP), o diagnóstico e a conduta correta são:

Alternativas

  1. A) DIP Estágio III (Abscesso tubo-ovariano íntegro); Internação hospitalar para antibioticoterapia endovenosa.
  2. B) DIP Estágio II (Salpingite com peritonite); Manutenção do tratamento ambulatorial com troca da doxiciclina por azitromicina.
  3. C) DIP Estágio IV (Abscesso tubo-ovariano roto); Indicação imediata de laparotomia exploradora e lavagem peritoneal.
  4. D) DIP Estágio III (Abscesso tubo-ovariano íntegro); Drenagem cirúrgica imediata por via laparoscópica como primeira escolha.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo