Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2020
A doença inflamatória pélvica (DIP) não é doença de notificação compulsória no Brasil, mas devido à sua etiologia polimicrobiana, sendo os agentes etiológicos mais comuns a Chlamydea tracomatis e a Neisseria gonorrhoeae, estima-se que sua prevalência seja alta em mulheres grávidas e não-grávidas, caracterizando grave problema de saúde pública em nosso país. Assinale a afirmativa INCORRETA.
DIU não aumenta risco de DIP, mas deve ser retirado se DIP grave ou persistente; em cervicite, inserção é contraindicada.
O DIU não é um fator de risco independente para DIP, exceto no primeiro mês após a inserção. No entanto, se uma DIP for diagnosticada, o DIU geralmente não precisa ser removido, a menos que não haja melhora clínica em 48-72 horas com antibióticos ou se a DIP for grave. A inserção em cervicite ativa é contraindicada.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica causada pela ascensão de microrganismos do trato genital inferior para o trato genital superior feminino, envolvendo útero, tubas uterinas e ovários. Embora não seja de notificação compulsória, sua alta prevalência e as graves consequências a tornam um problema de saúde pública. A etiologia é predominantemente polimicrobiana, com Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae sendo os agentes mais comuns, frequentemente associados a bactérias anaeróbias e outras da flora vaginal. O diagnóstico da DIP pode ser desafiador devido à sua apresentação clínica variada, que pode ser assintomática, oligossintomática ou com sintomas inespecíficos como dor lombar, sangramento irregular, desconforto abdominal baixo e dor à mobilização do colo uterino. As consequências a longo prazo são significativas e incluem dispareunia, disúria, abscesso tubo-ovariano (ATO), hidrossalpinge, infertilidade e dor pélvica crônica, impactando a qualidade de vida e a saúde reprodutiva da mulher. Em relação ao DIU, é um equívoco comum pensar que ele aumenta o risco de DIP de forma generalizada. O risco é maior apenas no primeiro mês após a inserção, especialmente se a mulher tiver uma infecção cervical não tratada. Se uma DIP for diagnosticada em uma usuária de DIU, a remoção do dispositivo não é rotineiramente indicada, a menos que não haja melhora clínica após 48-72 horas de tratamento antibiótico adequado ou em casos de DIP grave. A inserção do DIU é contraindicada em mulheres com cervicite ativa ou DIP em curso. O tratamento da DIP é essencialmente antibiótico, abrangendo os principais patógenos, e deve ser iniciado precocemente para minimizar as sequelas.
Os agentes etiológicos mais comuns da DIP são Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, mas a doença é frequentemente polimicrobiana, envolvendo também anaeróbios e outras bactérias.
O DIU não aumenta o risco de DIP a longo prazo; o risco é ligeiramente elevado apenas no primeiro mês após a inserção. A inserção em mulheres com cervicite ativa é contraindicada.
As complicações da DIP incluem dor pélvica crônica, infertilidade, gravidez ectópica, abscesso tubo-ovariano e hidrossalpinge, ressaltando a importância do diagnóstico e tratamento precoces.
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