DIP Complicada: Manejo do Choque Séptico e Abscesso Anexial

SMS São José dos Pinhais - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2015

Enunciado

Paciente com 23 anos, solteira, é hospitalizada por doença inflamatória pélvica. Apresenta temperatura axilar de 38°C, VHS maior ou igual a 15mm/h, secreção purulenta de colo uterino e massa anexial de 6 cm pela ultrassonografia. É realizado cobertura antibiótica por via endovenosa. No dia seguinte ao internamento hospitalar, a equipe de enfermagem chama o médico porque a peciente está confusa, taquicardia (FC 130 bpm) e com PA 85/45 mmHg. A conduta adotada pelo médico é:

Alternativas

  1. A) Laparoscopia diagnóstica da massa anexial.
  2. B) Administrar antitérmico mais eficaz.
  3. C) Trocar de antibióticos devido efeito adverso. 
  4. D) Administrar digoxina devido fibrilação atrial.
  5. E) Cirurgia imediata (laparotomia).

Pérola Clínica

DIP + massa anexial + sinais de choque → Cirurgia imediata (laparotomia) para controle do foco séptico.

Resumo-Chave

Paciente com DIP e massa anexial que evolui com sinais de choque (taquicardia, hipotensão, confusão mental) indica uma complicação grave, como ruptura de abscesso tubo-ovariano e sepse abdominal. Nesses casos, a conduta é cirurgia imediata (laparotomia) para controle do foco infeccioso e drenagem.

Contexto Educacional

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção do trato genital superior feminino, frequentemente causada por infecções sexualmente transmissíveis. Embora o tratamento inicial seja geralmente antibiótico, a DIP pode evoluir para complicações graves, como a formação de abscessos tubo-ovarianos. Quando uma paciente com DIP e massa anexial desenvolve sinais de choque séptico – como taquicardia, hipotensão e alteração do estado mental – isso indica uma emergência médica. A instabilidade hemodinâmica sugere a ruptura do abscesso, resultando em peritonite e sepse abdominal. Nesses casos, a vida da paciente está em risco iminente. A conduta prioritária é a intervenção cirúrgica imediata, geralmente uma laparotomia exploradora, para drenar o abscesso, controlar o foco infeccioso e realizar a lavagem da cavidade abdominal. Medidas conservadoras como a troca de antibióticos ou administração de antitérmicos são insuficientes e podem atrasar o tratamento definitivo, piorando o prognóstico.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para complicação grave em DIP?

Sinais de alerta incluem instabilidade hemodinâmica (hipotensão, taquicardia), confusão mental, dor abdominal intensa e massa anexial sugestiva de abscesso.

Por que a cirurgia imediata é a conduta correta neste cenário?

A instabilidade hemodinâmica em um contexto de DIP com massa anexial sugere ruptura de abscesso tubo-ovariano e sepse abdominal, exigindo controle cirúrgico imediato do foco infeccioso.

Quais são os critérios diagnósticos para doença inflamatória pélvica?

Critérios incluem dor abdominal baixa, dor à mobilização do colo, dor anexial, febre, secreção purulenta, VHS/PCR elevados e evidência de massa anexial em exames de imagem.

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