Doença Inflamatória Pélvica: Diagnóstico e Manejo

HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2023

Enunciado

Mulher de 32 anos procura atendimento médico por apresentar dor ao ter relações sexuais com o marido, que se intensificaram nos últimos 30 dias. Refere nunca ter dado muita atenção para isso, pois achava que o problema era seu medo de engravidar e isso não a deixava relaxar. Contudo, incomodou-se com alguns sangramentos irregulares que teve durante seu ciclo e após algumas relações sexuais. Associado a esses sintomas, observou corrimento vaginal nos últimos dias. No exame físico, observou-se apenas dor uterina no exame pélvico bimanual. Em relação ao caso descrito, assinalar a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) O caso trata-se de doença inflamatória pélvica (DIP) e tem como sintoma mais sensível para o diagnóstico, apresentado pela paciente, sangramentos irregulares durante o ciclo e após as relações sexuais.
  2. B) Nos quadros de DIP assintomática, a clamídia está implicada e pode levar ao dano tubário e à infertilidade, e, por isso, a DIP deve ser tratada, inclusive com baixa suspeita clínica.
  3. C) Febre, mal-estar, náuseas, vômitos e dor em hipocôndrio superior direito não correspondem aos sintomas de DIP nos casos mais graves, podendo-se, inclusive, excluir o diagnóstico de DIP e pensar em outras doenças do abdômen, como apendicite.
  4. D) Por se tratar de uma doença sexualmente transmissível, a solicitação de sorologias é feita rotineiramente em mulheres com DIP. Homens que tiveram contato sexual, nos últimos 60 dias, com mulheres com diagnóstico de DIP não necessitam de avaliação, testagem e tratamento.

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