IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2024
A doença inflamatória pélvica (DIP) é considerada um conjunto de processos inflamatórios da região pélvica que acontece devido à propagação de micro-organismos que surgem a partir do colo do útero e da vagina para o endométrio, as tubas, o peritônio e as estruturas adjacentes. Sobre a DIP é correto afirmar que
DIP: Diagnóstico clínico → dor pélvica + dor mobilização cervical + dor anexial. Sinais como febre/corrimento são variáveis, não obrigatórios.
O diagnóstico da Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é primariamente clínico, baseado na presença de dor em baixo ventre, dor à mobilização cervical e dor à palpação anexial. Sinais e sintomas como febre, corrimento vaginal ou alteração do muco cervical são inespecíficos e podem estar ausentes, o que torna o diagnóstico um desafio e exige alto índice de suspeita.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica que engloba um espectro de processos inflamatórios e infecciosos do trato genital superior feminino, incluindo endometrite, salpingite, ooforite e peritonite pélvica. É uma das principais causas de infertilidade, gravidez ectópica e dor pélvica crônica em mulheres jovens, sendo crucial para residentes o reconhecimento precoce e tratamento adequado. O diagnóstico da DIP é predominantemente clínico, baseado em critérios mínimos que incluem dor em baixo ventre, dor à mobilização cervical e dor à palpação anexial. A presença desses três achados, na ausência de outra causa aparente, justifica o início do tratamento empírico. Agentes etiológicos mais comuns são Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, mas a infecção é frequentemente polimicrobiana. É importante ressaltar que a apresentação clínica da DIP pode ser bastante variável. Sinais e sintomas como febre, leucocitose, aumento de VHS/PCR, ou mesmo corrimento vaginal, podem estar ausentes, especialmente em casos de DIP subclínica. A alta suspeição clínica é fundamental para evitar atrasos no diagnóstico e tratamento, que podem levar a sequelas reprodutivas graves. A remoção do DIU não é obrigatória no início do tratamento, a menos que não haja melhora clínica.
Os critérios mínimos incluem dor em baixo ventre ou dor pélvica, dor à mobilização cervical e dor à palpação anexial. A presença desses três achados é suficiente para iniciar o tratamento empírico.
Os agentes etiológicos mais comuns são bactérias sexualmente transmissíveis, como Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, embora outras bactérias da flora vaginal também possam estar envolvidas.
Não, a febre e o corrimento vaginal são sinais e sintomas que podem estar presentes na DIP, mas não são obrigatórios para o diagnóstico clínico. A ausência desses achados não exclui a doença, especialmente em casos de apresentação atípica.
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