Doença Inflamatória Intestinal: Manejo da Crise Aguda

São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2025

Enunciado

Uma mulher de 45 anos apresenta-se com dor abdominal recorrente, distensão abdominal e mudança nos hábitos intestinais há seis meses. Colonoscopia revela múltiplas áreas de inflamação e úlceras no cólon. Qual é a melhor estratégia terapêutica a ser adotada neste caso?

Alternativas

  1. A) Recomendar uma dieta sem glúten e observar a resposta ao tratamento, evitando medicamentos imunossupressores nesse estágio inicial.
  2. B) Prescrever antibióticos de amplo espectro e antidiarreicos para controlar os sintomas imediatos e reavaliar após duas semanas.
  3. C) Realizar uma ressecção parcial do cólon afetado como medida imediata para aliviar os sintomas e prevenir complicações futuras.
  4. D) Iniciar corticosteroides sistêmicos imediatamente para reduzir a inflamação, seguido por um agente imunomodulador para manutenção a longo prazo.

Pérola Clínica

DII ativa moderada/grave → Corticosteroide para indução + Imunomodulador para manutenção da remissão.

Resumo-Chave

Em casos de doença inflamatória intestinal com inflamação e úlceras ativas, a terapia inicial visa controlar a inflamação aguda com corticosteroides sistêmicos. Posteriormente, um agente imunomodulador é introduzido para manter a remissão e reduzir a necessidade de corticosteroides a longo prazo, prevenindo recorrências.

Contexto Educacional

A Doença Inflamatória Intestinal (DII), que engloba a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa, é uma condição crônica e inflamatória do trato gastrointestinal, com prevalência crescente globalmente. É crucial para o residente reconhecer seus sintomas inespecíficos, como dor abdominal recorrente, diarreia e perda de peso, que podem mimetizar outras condições, mas que, na presença de achados endoscópicos de inflamação e úlceras, sugerem fortemente DII. O manejo adequado é vital para prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida do paciente. A fisiopatologia da DII envolve uma resposta imune desregulada em indivíduos geneticamente predispostos, desencadeada por fatores ambientais. O diagnóstico é baseado em uma combinação de achados clínicos, laboratoriais, endoscópicos (colonoscopia com biópsias) e radiológicos. A suspeita deve ser alta em pacientes jovens com sintomas gastrointestinais crônicos e inflamatórios, especialmente se houver manifestações extraintestinais. A diferenciação entre Crohn e Retocolite é importante para o prognóstico e escolha terapêutica. O tratamento da DII visa induzir e manter a remissão. Na fase aguda de exacerbação, especialmente em casos moderados a graves, os corticosteroides sistêmicos são a primeira linha para controlar rapidamente a inflamação. No entanto, devido aos seus efeitos adversos a longo prazo, eles não são usados para manutenção. Agentes imunomoduladores (como azatioprina, mercaptopurina) ou biológicos são introduzidos para manter a remissão, permitindo a retirada gradual dos corticosteroides. A escolha da terapia depende da gravidade, extensão da doença e resposta individual do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da doença inflamatória intestinal?

Os sintomas incluem dor abdominal crônica, diarreia (muitas vezes com sangue), perda de peso, fadiga e, em alguns casos, manifestações extraintestinais como artrite ou lesões cutâneas.

Por que corticosteroides são usados na fase inicial da DII?

Corticosteroides sistêmicos são potentes anti-inflamatórios que agem rapidamente para controlar a inflamação aguda e induzir a remissão em pacientes com DII moderada a grave.

Qual o papel dos imunomoduladores no tratamento da DII?

Imunomoduladores são usados para manter a remissão a longo prazo, reduzir a dependência de corticosteroides e prevenir recidivas, atuando na modulação da resposta imune.

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