UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2022
São exames que auxiliam no diagnóstico e tratamento de Doença Inflamatória Intestinal, EXCETO:
DII diagnóstico → Colonoscopia, Enterorressonância, Calprotectina fecal. Marcadores tumorais (Ca19.9, CEA) NÃO são para DII.
O diagnóstico e acompanhamento da Doença Inflamatória Intestinal (DII) envolvem uma combinação de exames endoscópicos (colonoscopia, retossigmoidoscopia), de imagem (enterorressonância, enterotomografia) e laboratoriais (calprotectina fecal, PCR, VHS). Marcadores tumorais como Ca19.9 e CEA não são utilizados para o diagnóstico ou monitoramento da DII, sendo mais relevantes em neoplasias gastrointestinais.
A Doença Inflamatória Intestinal (DII), que engloba a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa, é uma condição crônica caracterizada por inflamação do trato gastrointestinal. O diagnóstico preciso e o monitoramento adequado são essenciais para o manejo da doença, prevenção de complicações e melhora da qualidade de vida dos pacientes. O arsenal diagnóstico para DII é multidisciplinar. A colonoscopia com biópsias é o padrão-ouro para avaliar a extensão e a gravidade da inflamação, além de diferenciar entre Crohn e Retocolite. Exames de imagem como a enterorressonância ou enterotomografia são fundamentais para avaliar o intestino delgado, que não é acessível pela colonoscopia, e identificar complicações como fístulas e estenoses. A calprotectina fecal é um biomarcador não invasivo valioso para rastrear a inflamação e monitorar a atividade da doença. É importante ressaltar que, embora a DII aumente o risco de câncer colorretal a longo prazo, marcadores tumorais como o Ca19.9 (associado a câncer de pâncreas e vias biliares) e o CEA (associado a câncer colorretal, mama, pulmão) não são utilizados para o diagnóstico inicial ou para monitorar a atividade inflamatória da DII. Sua elevação pode indicar a presença de uma neoplasia, mas não a DII em si.
A colonoscopia com ileoscopia e biópsias é o exame endoscópico mais importante, permitindo a visualização direta da mucosa, a avaliação da extensão da doença e a coleta de amostras para histopatologia. A retossigmoidoscopia também pode ser útil.
A calprotectina fecal é um biomarcador inflamatório não invasivo que reflete a atividade inflamatória intestinal. É útil para rastrear a inflamação, monitorar a resposta ao tratamento e diferenciar DII de síndrome do intestino irritável.
Ca19.9 e CEA são marcadores tumorais associados a neoplasias gastrointestinais (pâncreas, colorretal) e não são específicos para a inflamação da DII. Embora a DII aumente o risco de câncer colorretal, esses marcadores não são úteis no diagnóstico ou monitoramento da atividade inflamatória da DII.
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