ENARE/ENAMED — Prova 2023
Assinale a alternativa correta quanto às características das doenças inflamatórias intestinais – doença de Crohn e retocolite ulcerativa.
DII → Fatores ambientais (tabagismo, ACO) influenciam risco e curso da doença.
As Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) são condições crônicas com etiologia multifatorial. Fatores ambientais como o uso de contraceptivos orais têm sido associados a um risco aumentado, enquanto o tabagismo possui efeitos distintos: protetor na retocolite ulcerativa e agravante na doença de Crohn.
As Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), que incluem a Doença de Crohn (DC) e a Retocolite Ulcerativa (RCU), são condições crônicas e recidivantes que afetam o trato gastrointestinal. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo predisposição genética, disfunção imunológica e fatores ambientais. A prevalência tem aumentado globalmente, sendo mais comum em países desenvolvidos e em adultos jovens, com um segundo pico de incidência em idosos. A DC pode acometer qualquer segmento do TGI, da boca ao ânus, com inflamação transmural e lesões salteadas, podendo levar a estenoses, fístulas e abscessos. A RCU é restrita ao cólon e reto, com inflamação contínua e superficial (mucosa e submucosa). Fatores ambientais como o uso de contraceptivos orais têm sido associados a um risco aumentado para ambas as DII, embora o mecanismo exato não seja totalmente compreendido. O tabagismo é um fator de risco bem estabelecido para a DC e agrava seu curso, enquanto na RCU, paradoxalmente, parece ter um efeito protetor. O diagnóstico é baseado em uma combinação de achados clínicos, endoscópicos, histopatológicos e radiológicos. O tratamento visa induzir e manter a remissão, controlar os sintomas e prevenir complicações, utilizando medicamentos como aminosalicilatos, corticosteroides, imunomoduladores e agentes biológicos. O manejo é individualizado e pode incluir intervenções cirúrgicas em casos de falha terapêutica ou complicações.
A Doença de Crohn pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, de forma transmural e segmentar, com lesões salteadas. A Retocolite Ulcerativa, por outro lado, afeta apenas o cólon e reto, de forma contínua e superficial (mucosa e submucosa).
O tabagismo tem efeitos opostos: ele é um fator de risco e agrava a Doença de Crohn, aumentando a necessidade de cirurgia e recidivas. Para a Retocolite Ulcerativa, o tabagismo parece ter um efeito protetor, e a cessação pode levar a exacerbações.
As DII podem apresentar diversas manifestações extraintestinais, incluindo artrites (periférica e axial), eritema nodoso, pioderma gangrenoso, uveíte, epiesclerite e, notavelmente, colangite esclerosante primária, mais associada à retocolite ulcerativa.
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