SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2025
Sobre as doenças inflamatórias intestinais, é INCORRETO afirmar:
DII em jovens (<40 anos) → Curso MAIS agressivo e maior risco de complicações.
A idade jovem ao diagnóstico de Retocolite Ulcerativa é um fator de mau prognóstico, associado a maior extensão da doença e necessidade de colectomia.
As Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) são condições crônicas de etiologia multifatorial, envolvendo predisposição genética e resposta imune desregulada à microbiota intestinal. A distinção entre Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa é fundamental para o manejo terapêutico e cirúrgico. Enquanto na RCU a colectomia pode ser curativa para as manifestações intestinais, no Crohn a cirurgia é reservada para complicações, pois a doença pode recorrer em qualquer segmento. O reconhecimento de fatores de risco para doença grave, como idade jovem, tabagismo (especialmente no Crohn), necessidade precoce de corticoides e extensas ulcerações na colonoscopia, permite a implementação de estratégias 'top-down' (uso precoce de biológicos) para tentar alterar a história natural da doença e evitar sequelas estruturais permanentes.
A Doença de Crohn caracteriza-se por uma inflamação transmural (atinge todas as camadas da parede intestinal), podendo ocorrer em qualquer ponto do trato gastrointestinal, de forma descontínua ('saltatória'). Isso predispõe a fístulas e estenoses. Já a Retocolite Ulcerativa (RCU) apresenta inflamação restrita à mucosa e submucosa, é contínua, inicia-se obrigatoriamente no reto e estende-se proximalmente apenas pelo cólon.
O megacólon tóxico é uma complicação potencialmente fatal, mais comum na RCU, definida pela dilatação total ou segmentar do cólon (geralmente > 6 cm no transverso) associada a sinais de toxicidade sistêmica, como febre, taquicardia, leucocitose e anemia. Reflete uma inflamação que atingiu a camada muscular, levando à paralisia motora e risco iminente de perfuração.
Diferente de muitas condições, o diagnóstico de RCU em pacientes jovens (especialmente < 40 anos) está associado a um fenótipo de doença mais agressivo. Esses pacientes têm maior probabilidade de apresentar pancolite (acometimento de todo o cólon) em vez de apenas proctite, maior taxa de hospitalização e um risco significativamente elevado de necessitar de colectomia total ao longo da vida.
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