FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
O manejo da doença inflamatória intestinal (DII) envolve estratégias para controlar sintomas e manter a remissão, utilizando medidas dietéticas, medicamentos e tratamentos específicos para sintomas persistentes. Sobre o manejo da DII assinale a alternativa correta:
DII em remissão + sintomas de SII → Dieta Low FODMAP para controle sintomático.
A dieta Low FODMAP não trata a inflamação ativa da DII, mas é eficaz para reduzir sintomas funcionais (dor, distensão) em pacientes já em remissão clínica.
O manejo da Doença Inflamatória Intestinal (DII) evoluiu para além do controle da inflamação, visando também o bem-estar global do paciente. Muitos pacientes em remissão endoscópica continuam a apresentar sintomas semelhantes à Síndrome do Intestino Irritável (SII). Nesses casos, a dieta Low FODMAP surge como uma intervenção baseada em evidências para reduzir a dor abdominal e a distensão. É fundamental diferenciar sintomas funcionais de atividade de doença (avaliada por calprotectina fecal ou colonoscopia) antes de iniciar restrições dietéticas prolongadas.
Não. A dieta Low FODMAP foca na redução de carboidratos fermentáveis que causam distensão e dor por efeito osmótico e fermentação bacteriana. Ela melhora a qualidade de vida e sintomas funcionais, mas não altera os marcadores inflamatórios ou a cicatrização da mucosa.
Antidiarreicos como a loperamida devem ser evitados na fase ativa da DII pelo risco de megacólon tóxico. Seu uso é restrito a casos selecionados de diarreia crônica não inflamatória, após exclusão de infecções e atividade da doença.
São evitados alimentos ricos em Oligossacarídeos, Dissacarídeos, Monossacarídeos e Polióis fermentáveis, como trigo, cebola, alho, leite (lactose), certas frutas (maçã, pera) e adoçantes artificiais.
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