INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Um lactente com 3 meses apresenta constipação intestinal desde o seu nascimento, com registro de retardo de eliminação de mecônio de 48h. O paciente foi diagnosticado com aganglionose em todo o sigmoide e aguarda a cirurgia. No dia anterior, apresentou um episódio de diarreia sanguinolenta em grande quantidade, com quadro de febre, distensão abdominal e parada de eliminação de gases e fezes. Chegou ao serviço de emergência em mau estado geral, pálido, hipotenso, sudoreico, taquicárdico, com distensão abdominal importante e temperatura axilar de 38 °C. Nesse momento, foram realizadas reposição volêmica, descompressão com uma sonda nasogástrica e retal e foram ministrados antibióticos de amplo espectro para cobertura de organismos aeróbicos e anaeróbicos. A seguir, reproduz-se o resultado do exame de imagem trazido pela mãe do paciente à emergência.Com base nessas informações, é correto afirmar que, após a estabilização clínica do paciente, o tratamento definitivo é
Hirschsprung com enterocolite → estabilizar clinicamente e depois abaixamento de cólon endoanal (sem colostomia, se possível).
A enterocolite é a complicação mais grave da Doença de Hirschsprung, exigindo estabilização clínica imediata com descompressão, fluidos e antibióticos. Após a estabilização, o tratamento definitivo é cirúrgico, geralmente o abaixamento de cólon endoanal, que pode ser realizado em um único estágio sem colostomia.
A Doença de Hirschsprung (DH) é uma anomalia congênita caracterizada pela ausência de células ganglionares nos plexos mioentérico e submucoso de um segmento do intestino distal, resultando em um segmento agangliônico funcionalmente obstruído. O sintoma mais clássico é o retardo na eliminação do mecônio (>48 horas de vida), seguido por constipação crônica e distensão abdominal. A complicação mais temida e grave da DH é a enterocolite de Hirschsprung, que pode ser fatal. Ela se manifesta com febre, distensão abdominal progressiva, diarreia explosiva (muitas vezes sanguinolenta) e sinais de sepse. O manejo inicial da enterocolite é uma emergência médica, focando na estabilização do paciente com reposição volêmica, descompressão intestinal (sonda nasogástrica e retal) e antibioticoterapia de amplo espectro. Após a estabilização clínica, o tratamento definitivo é cirúrgico. As técnicas de abaixamento de cólon (Soave, Duhamel, Swenson) visam ressecar o segmento agangliônico e anastomosar o cólon ganglionar ao ânus. Atualmente, muitas vezes é possível realizar o abaixamento de cólon por via endoanal em um único estágio, sem a necessidade de uma colostomia prévia, especialmente em centros com experiência e quando o paciente está clinicamente estável. A colostomia é reservada para casos de enterocolite refratária ou quando o estado geral do paciente não permite um procedimento definitivo em um único tempo.
Os principais sinais incluem retardo na eliminação do mecônio (>48 horas), constipação crônica desde o nascimento, distensão abdominal e, em casos graves, enterocolite com febre e diarreia sanguinolenta.
A enterocolite é uma complicação grave, caracterizada por inflamação e infecção do cólon agangliônico, manifestando-se com febre, distensão abdominal, diarreia sanguinolenta e sepse. O manejo inicial envolve descompressão (sonda nasogástrica e retal), reposição volêmica e antibióticos de amplo espectro.
O tratamento definitivo é cirúrgico e consiste na ressecção do segmento agangliônico e abaixamento do cólon ganglionar até o ânus. As técnicas mais comuns são Soave, Duhamel e Swenson, muitas vezes realizadas por via endoanal em um único estágio, sem necessidade de colostomia prévia, se o paciente estiver estável.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo