HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2015
Sobre Doença de Hirschprung pode-se afirmar:
Doença de Hirschsprung → biópsia retal é padrão ouro para diagnóstico definitivo.
A biópsia retal é crucial para o diagnóstico da Doença de Hirschsprung, pois demonstra a ausência de células ganglionares nos plexos mioentérico e submucoso, confirmando a aganglionose. Outros exames são sugestivos, mas não confirmatórios.
A Doença de Hirschsprung, ou aganglionose intestinal congênita, é uma malformação congênita caracterizada pela ausência de células ganglionares nos plexos mioentérico (Auerbach) e submucoso (Meissner) de um segmento variável do intestino distal, resultando em um segmento intestinal funcionalmente obstruído. Sua incidência é de aproximadamente 1 em 5.000 nascidos vivos, com predominância no sexo masculino, e é uma causa importante de obstrução intestinal neonatal. O diagnóstico da Doença de Hirschsprung é multifacetado, mas a confirmação definitiva é histopatológica. A suspeita clínica surge com sintomas como atraso na eliminação do mecônio (>48h), constipação crônica desde o nascimento, distensão abdominal e, em casos graves, enterocolite. Exames como o enema baritado podem revelar a zona de transição e o megacólon proximal, enquanto a manometria anorretal pode demonstrar a ausência do reflexo inibitório retoanal. Contudo, a biópsia retal, que evidencia a ausência de células ganglionares, é o único método confirmatório. O tratamento é cirúrgico e consiste na ressecção do segmento aganglionar e anastomose do cólon ganglionar ao ânus (pull-through). O prognóstico é geralmente bom após a cirurgia, mas complicações como enterocolite pós-operatória e disfunção intestinal podem ocorrer. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para evitar morbidade e mortalidade.
A Doença de Hirschsprung geralmente se manifesta com atraso na eliminação do mecônio, constipação crônica grave, distensão abdominal e vômitos. Em casos mais graves, pode haver enterocolite.
A biópsia retal é o padrão ouro porque permite a análise histopatológica direta da parede intestinal, confirmando a ausência de células ganglionares nos plexos mioentérico e submucoso, que é a característica patognomônica da doença.
Além da biópsia, o enema baritado pode mostrar a zona de transição e o megacólon proximal, e a manometria anorretal pode identificar a ausência do relaxamento do esfíncter anal interno, ambos sugerindo a doença.
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