Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2022
Considerando-se a Doença de Hirschsprung (DH), assinale a alternativa CORRETA:
DH = aganglionose congênita; principal DDx em crianças é constipação funcional.
A Doença de Hirschsprung é uma aganglionose congênita do intestino, resultando em constipação crônica grave, e seu principal diagnóstico diferencial em crianças é a constipação funcional, que é muito mais comum.
A Doença de Hirschsprung (DH), ou aganglionose congênita, é uma malformação intestinal caracterizada pela ausência de células ganglionares nos plexos mioentérico (Auerbach) e submucoso (Meissner) em um segmento variável do intestino distal, geralmente começando no reto. Essa ausência impede a peristalse normal, resultando em uma obstrução funcional e acúmulo de fezes. A fisiopatologia envolve uma falha na migração craniocaudal das células da crista neural durante a embriogênese, entre a 4ª e 12ª semanas de gestação. A incidência estimada é de 1:5.000 nascidos vivos, sendo mais comum em meninos e podendo estar associada a outras síndromes genéticas. O principal diagnóstico diferencial em crianças é a constipação funcional, que é muito mais prevalente e não possui base orgânica. O diagnóstico de DH é suspeitado clinicamente pela falha na eliminação do mecônio em 24-48 horas, distensão abdominal e constipação crônica. Exames como enema opaco e manometria anorretal podem auxiliar, mas o diagnóstico definitivo é histopatológico, através de biópsia retal que demonstra a ausência de células ganglionares. O tratamento é cirúrgico, com a ressecção do segmento aganglionar e anastomose do intestino ganglionar ao ânus.
A Doença de Hirschsprung é causada por uma falha na migração craniocaudal das células ganglionares da crista neural para a parede do intestino durante o desenvolvimento embrionário, resultando em um segmento aganglionar funcionalmente obstruído.
Em recém-nascidos, os sintomas incluem falha na eliminação do mecônio nas primeiras 24-48 horas de vida, distensão abdominal, vômitos biliares e recusa alimentar.
A DH geralmente se manifesta mais cedo, com sintomas mais graves e ausência de mecônio. O exame de toque retal pode revelar ampola retal vazia na DH. O diagnóstico definitivo é feito por biópsia retal, que mostra a ausência de células ganglionares.
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