HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2020
Em cirurgia pediátrica é adequado afirmar que
Doença de Hirschsprung = aganglionose congênita do intestino grosso, causa obstrução baixa no RN.
A Doença de Hirschsprung é uma causa importante de obstrução intestinal baixa em recém-nascidos, caracterizada pela ausência congênita de células ganglionares nos plexos submucosos e intramurais do intestino grosso, tipicamente no reto e sigmóide. O diagnóstico é auxiliado por exames de imagem como o raio-X simples e o enema opaco.
A Doença de Hirschsprung, também conhecida como megacólon congênito, é uma das principais causas de obstrução intestinal baixa em recém-nascidos. Trata-se de uma anomalia congênita do desenvolvimento do sistema nervoso entérico, caracterizada pela ausência de células ganglionares nos plexos submucosos (Meissner) e intramurais (Auerbach) do intestino grosso. Essa aganglionose funcional resulta em um segmento intestinal que permanece contraído, impedindo a progressão do conteúdo fecal e causando obstrução. A localização mais comum da aganglionose é no reto e sigmóide, mas pode estender-se por segmentos mais longos do cólon ou, raramente, afetar todo o intestino grosso. Os sintomas clássicos no recém-nascido incluem falha na eliminação do mecônio nas primeiras 24-48 horas de vida, distensão abdominal progressiva, vômitos biliares e recusa alimentar. O diagnóstico é auxiliado por exames de imagem como o raio-X simples de abdome, que pode mostrar alças dilatadas e níveis hidroaéreos, e o enema opaco, que pode revelar a zona de transição característica e a retenção de contraste. No entanto, o diagnóstico definitivo é histopatológico, através da biópsia retal, que demonstra a ausência de células ganglionares. O tratamento é cirúrgico, visando a ressecção do segmento aganglionar e a anastomose do intestino ganglionar ao ânus.
A Doença de Hirschsprung é uma condição congênita caracterizada pela ausência de células ganglionares nos plexos submucosos (Meissner) e intramurais (Auerbach) do intestino grosso, resultando em um segmento aganglionar funcionalmente obstruído.
Os principais achados incluem falha na eliminação do mecônio nas primeiras 24-48 horas de vida, distensão abdominal, vômitos biliares e recusa alimentar, indicando obstrução intestinal baixa.
O enema opaco pode revelar uma zona de transição entre o segmento aganglionar (estreito) e o segmento proximal dilatado (ganglionar), além de retenção de contraste após 24 horas, sugerindo a doença.
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