AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2020
A doença hipertensiva específica da gestação (DHEG) é uma das complicações mais frequentes da gravidez. Embora de prognóstico favorável nos casos leves, suas formas mais graves, como a eclâmpsia e a síndrome HELLP, constituem-se numa das principais causas de morbidade e mortalidade materna e perinatal. Analise as assertivas abaixo. I. A DHEG caracteriza-se pela presença de hipertensão arterial, edema e/ou proteinúria a partir de 18 semanas de gestação, em pacientes previamente normotensas. II. Define-se hipertensão arterial quando a pressão arterial sistólica é igual ou superior a 130mmHg e/ou a pressão arterial diastólica é igual ou superior a 80mmHg, adotando-se como pressão arterial diastólica a fase V de Korotkoff (desaparecimento do som) com a paciente sentada, sendo essas medidas confirmadas após 4 horas de repouso. III. Considera-se proteinúria patológica a presença de 100mg de proteínas excretadas na urina coletada durante 24 horas. IV. A gestante de risco para DHEG pode ser identificada pela presença de fatores epidemiológicos e clínicos. A maioria dos casos (75%) ocorre em mulheres nulíparas. V. Classicamente, os estudos epidemiológicos demonstram maior distribuição de casos de DHEG nos extremos reprodutivos da vida da mulher, ou seja, abaixo dos 18 e acima dos 40 anos. Estão corretas apenas as alternativas
DHEG: + comum em nulíparas e extremos de idade (<18, >40 anos).
A DHEG (pré-eclâmpsia) é caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação. É mais prevalente em nulíparas e em gestantes nos extremos da idade reprodutiva, como adolescentes e mulheres acima de 40 anos, devido a fatores fisiopatológicos e epidemiológicos específicos.
A Doença Hipertensiva Específica da Gestação (DHEG), mais comumente referida como pré-eclâmpsia, é uma síndrome multissistêmica que se manifesta após a 20ª semana de gestação, caracterizada por hipertensão arterial e proteinúria. É uma das principais causas de morbidade e mortalidade materna e perinatal globalmente, com suas formas graves incluindo eclâmpsia e síndrome HELLP. O reconhecimento precoce dos fatores de risco e dos sinais e sintomas é crucial para o manejo adequado. A fisiopatologia da DHEG envolve uma placentação anormal, resultando em isquemia placentária e liberação de fatores antiangiogênicos na circulação materna, que causam disfunção endotelial generalizada. Os critérios diagnósticos incluem pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg e/ou diastólica ≥ 90 mmHg em duas aferições com 4 horas de intervalo, após 20 semanas de gestação, em mulher previamente normotensa, associada à proteinúria ≥ 300 mg em 24 horas. Edema, embora comum, não é mais um critério diagnóstico isolado. Epidemiologicamente, a DHEG é mais frequente em primigestas (nulíparas), representando cerca de 75% dos casos. Além disso, os extremos da idade reprodutiva, como gestantes com menos de 18 anos ou mais de 40 anos, também são considerados fatores de risco importantes. Outros fatores incluem história prévia de DHEG, doença renal crônica, hipertensão crônica, diabetes mellitus, gestação múltipla e obesidade. O manejo envolve monitoramento rigoroso, controle da pressão arterial e, em casos graves, a interrupção da gestação.
A DHEG, ou pré-eclâmpsia, é diagnosticada pela presença de hipertensão arterial (PA sistólica ≥ 140 mmHg e/ou diastólica ≥ 90 mmHg em duas ocasiões com 4h de intervalo) após 20 semanas de gestação, associada à proteinúria (≥ 300 mg em 24 horas ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3).
A nuliparidade é um fator de risco significativo para DHEG porque a primeira gestação envolve uma adaptação imunológica e vascular que pode ser menos eficiente na implantação placentária, levando a uma placentação inadequada e à síndrome pré-eclâmptica.
Os extremos da idade reprodutiva, ou seja, gestantes muito jovens (abaixo de 18 anos) e gestantes com idade avançada (acima de 40 anos), apresentam maior risco de desenvolver DHEG devido a fatores fisiológicos e comorbidades associadas à idade.
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