HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2021
Paciente, 38 anos de idade, primigesta, em consulta pré-natal de 32 semanas de gestação, com queixa de cefaleia e inchaço generalizado. Ao exame físico: altura uterina = 30cm, batimentos cardíacos fetais = 150 bpm, pressão arterial = 140 x 94 mmHg e edema em face, mãos e pés. Houve ganho de peso de 3kg, em 2 semanas. Em seu cartão de pré-natal, as medidas de pressão estiveram sempre em torno de 110 x 80 mmHg. Pode-se afirmar que:
Hipertensão nova (>140/90) após 20 semanas + edema/cefaleia/ganho peso rápido → DHEG/Pré-eclâmpsia.
O quadro clínico de hipertensão arterial (PA 140x94 mmHg) que surge após 20 semanas de gestação em uma paciente previamente normotensa (PA 110x80 mmHg), associado a sinais como cefaleia, edema generalizado (face, mãos, pés) e ganho de peso rápido (3kg em 2 semanas), é altamente sugestivo de Doença Hipertensiva Específica da Gestação (DHEG), que engloba a pré-eclâmpsia.
A Doença Hipertensiva Específica da Gestação (DHEG), mais comumente referida como pré-eclâmpsia, é uma síndrome multissistêmica que se manifesta após a 20ª semana de gestação, no parto ou no puerpério, caracterizada por hipertensão arterial e, classicamente, proteinúria. No entanto, a ausência de proteinúria não exclui o diagnóstico se houver outros sinais de disfunção de órgãos-alvo. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. O caso clínico descreve uma primigesta de 32 semanas que desenvolve hipertensão (PA 140x94 mmHg) em relação aos seus valores basais (110x80 mmHg), acompanhada de cefaleia, edema generalizado (face, mãos, pés) e um ganho de peso rápido e significativo (3kg em 2 semanas). Esses achados são altamente sugestivos de pré-eclâmpsia, mesmo sem a informação da proteinúria, pois a cefaleia e o edema generalizado são sintomas de alerta importantes. É crucial diferenciar a DHEG de outras condições hipertensivas na gravidez, como a hipertensão crônica ou a hipertensão gestacional sem proteinúria ou disfunção de órgãos. O diagnóstico precoce e o manejo adequado da pré-eclâmpsia são fundamentais para prevenir complicações graves como eclâmpsia, síndrome HELLP e restrição de crescimento fetal, garantindo a segurança da mãe e do bebê.
A DHEG/pré-eclâmpsia é diagnosticada pela presença de hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg) que surge após 20 semanas de gestação em uma mulher previamente normotensa, associada a proteinúria ou a sinais de disfunção de órgãos-alvo (como cefaleia, distúrbios visuais, dor epigástrica, edema generalizado, plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas).
O edema fisiológico é comum no terceiro trimestre, geralmente restrito aos membros inferiores e melhora com repouso. O edema patológico, como na pré-eclâmpsia, é generalizado (face, mãos, pés), súbito, persistente e frequentemente acompanhado de outros sintomas como hipertensão e cefaleia.
Um ganho de peso súbito e excessivo, como 3 kg em 2 semanas, especialmente se associado a edema generalizado, é um sinal de alerta importante para a retenção de líquidos e pode indicar o desenvolvimento de pré-eclâmpsia, mesmo antes da proteinúria se manifestar.
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