UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2020
Assinale a alternativa correta sobre a doença hidática do fígado.
Doença hidática hepática = causada por Echinococcus granulosus; cães são hospedeiros definitivos, ovelhas intermediárias.
A doença hidática hepática, ou equinococose cística, é causada pela larva do cestódeo Echinococcus granulosus. Os cães são os hospedeiros definitivos, enquanto ovelhas (e humanos acidentalmente) são hospedeiros intermediários, desenvolvendo cistos hidáticos principalmente no fígado.
A doença hidática, ou equinococose cística, é uma zoonose parasitária causada pela forma larval do cestódeo Echinococcus granulosus. É endêmica em regiões pecuárias, onde o ciclo de vida envolve cães (hospedeiros definitivos) e ovelhas (hospedeiros intermediários). Humanos são hospedeiros intermediários acidentais, infectando-se pela ingestão de ovos do parasita. O fígado é o órgão mais comumente afetado, seguido pelos pulmões. Após a ingestão dos ovos, as oncosferas eclodem no intestino, penetram na parede intestinal e migram via circulação portal para o fígado, onde formam os cistos hidáticos. Estes cistos crescem lentamente, podendo permanecer assintomáticos por anos. O diagnóstico é feito por exames de imagem (ultrassom, TC, RM) que revelam os cistos característicos, e confirmado por sorologia. O tratamento da doença hidática hepática é complexo e individualizado. Pode variar de observação (para cistos pequenos e inativos) a tratamento medicamentoso com albendazol (que é a droga de escolha, muitas vezes usado antes e depois da cirurgia para reduzir o risco de recidiva e disseminação), e intervenções como PAIR (Punção, Aspiração, Injeção de agente escolicida, Reaspiração) ou cirurgia aberta para remoção do cisto. A escolha depende do tamanho, localização, número de cistos e sintomas do paciente.
Humanos são hospedeiros intermediários acidentais, adquirindo a infecção pela ingestão de ovos de Echinococcus granulosus presentes em alimentos ou água contaminados com fezes de cães infectados.
O tratamento depende do tamanho e localização do cisto, podendo incluir observação, tratamento medicamentoso com albendazol (geralmente pré e pós-cirúrgico), ou intervenção cirúrgica (PAIR - punção, aspiração, injeção, reaspiração, ou ressecção).
O tratamento pré-operatório com albendazol visa reduzir o tamanho do cisto, diminuir a viabilidade dos escólices e, crucialmente, minimizar o risco de disseminação e anafilaxia caso ocorra extravasamento do conteúdo cístico durante o procedimento.
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