HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2021
Sobre as hepatites virais crônicas, toxicidade medicamentosa, abuso de álcool, doença gordurosa não alcoólica do fígado, esteatose e esteatohepatite, pode-se afirmar que:
PVHIV: hepatites virais, toxicidade medicamentosa, álcool, NAFLD → ↑ risco de cirrose hepática.
Pessoas vivendo com HIV (PVHIV) têm maior risco de desenvolver doença hepática crônica. Fatores como coinfecções por hepatites virais (B e C), toxicidade de antirretrovirais, abuso de álcool e doença hepática gordurosa não alcoólica (NAFLD) contribuem significativamente para a progressão para cirrose.
A doença hepática crônica tornou-se uma das principais causas de morbimortalidade não relacionada à AIDS em pessoas vivendo com HIV (PVHIV). A complexidade do manejo desses pacientes exige uma compreensão aprofundada dos múltiplos fatores que contribuem para o dano hepático, um desafio constante para residentes e profissionais de saúde. A fisiopatologia da doença hepática em PVHIV é multifatorial. Coinfecções por vírus da hepatite B (HBV) e C (HCV) são altamente prevalentes e aceleram a progressão da fibrose hepática. Além disso, a toxicidade de alguns antirretrovirais, o abuso de álcool, a doença hepática gordurosa não alcoólica (NAFLD) – frequentemente associada à síndrome metabólica e lipodistrofia induzida pelo HIV – e a inflamação crônica relacionada ao HIV contribuem para o desenvolvimento de esteatose, esteatohepatite e, eventualmente, cirrose. O diagnóstico precoce e o manejo agressivo desses fatores são fundamentais. Isso inclui o rastreamento e tratamento das hepatites virais, a monitorização da função hepática durante a terapia antirretroviral, aconselhamento sobre o consumo de álcool e intervenções para NAFLD, como mudanças no estilo de vida e controle de comorbidades metabólicas. O objetivo é prevenir a progressão para cirrose e suas complicações, melhorando a qualidade de vida e a sobrevida dos PVHIV.
As hepatites B e C são as mais comuns. A coinfecção acelera a progressão da doença hepática, aumenta o risco de cirrose e carcinoma hepatocelular, e pode complicar o tratamento do HIV.
Alguns antirretrovirais, especialmente os mais antigos, podem causar hepatotoxicidade, variando de elevações assintomáticas de enzimas hepáticas a hepatite grave e insuficiência hepática. É crucial monitorar a função hepática.
A NAFLD é cada vez mais prevalente em PVHIV devido a fatores como dislipidemia, resistência à insulina e efeitos de alguns antirretrovirais. Pode progredir para esteatohepatite (NASH), fibrose e cirrose.
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