NAFLD/NASH: Avaliação Não Invasiva da Fibrose Hepática
UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2022
Enunciado
Uma mulher de 45 anos procura a Unidade Básica de Saúde com alteração de aminotransferases, em testes bioquímicos solicitados pelo cardiologista. É assintomática, obesa e portadora de hipertensão arterial sistêmica em tratamento com valsartana, de dislipidemia em tratamento com Rosuvastatina e de diabetes tipo 2 em tratamento com metformina. Nega uso de álcool. O exame físico demonstrou índice de massa corporal de 31 kg/m², abdome em avental, e fígado palpável a 3 cm do rebordo costal direito na linha hemiclavicular, Traube livre, sem estigmas de doença hepática crônica. Traz exames de ALT 65 U/L (valor de referência – VR: 42 U/L) e AST 52 U/L (VR 40 U/L). Traz ultrassonografia de abdome superior que evidenciou esteatose hepática grau 2.Assinale a alternativa correta em relação a esse caso clínico.
Alternativas
A) A prescrição de metformina é contraindicada para tratamento do diabetes nesse caso, devido à presença de doença hepática.
B) A avaliação da gravidade da doença hepática deve ser realizada preferencialmente de forma não invasiva, a partir de uma combinação de testes bioquímicos hepáticos, como o NAFLD Fibrosis Score ou FIB-4 com elastografia hepática (por Fibroscan, ultrassonografia ou ressonância magnética).
C) O diagnóstico diferencial com outras causas de doenças hepáticas, como autoimunidade, viral ou de depósito, não é necessário, já que a paciente possui doença hepática gordurosa não alcoólica associada à síndrome metabólica.
D) O grau 2 de esteatose na ultrassonografia indica gravidade da doença hepática.
E) A administração de estatinas é contraindicada para tratamento para dislipidemia nesse caso, devido ao aumento das aminotransferases.
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