PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
Mulher de 60 anos apresenta valores crescentes das enzimas hepáticas nos seus exames. Há três meses, em uma avaliação geral, o nível de alanina aminotransferase (ALT) era de 63 U/L e ela apresentava hiperlipidemia. A investigação dos resultados dos exames hepáticos elevados foi negativa, exceto pela esteatose observada à ultrassonografia. Ela começou a tomar sinvastatina. Um mês após o início do tratamento com sinvastatina, sua ALT é de 85 U/L. Ela continua se sentindo bem e seu exame não apresenta alterações, exceto pela obesidade. Seu único outro medicamento é a metformina. Ela bebe uma taça de vinho a cada seis meses. Qual das seguintes opções você recomendaria neste momento?
Elevação de ALT < 3x LSN após início de estatina → Manter medicação e monitorar clinicamente.
Estatinas podem causar elevações leves e transitórias de transaminases; a interrupção só é indicada se ALT > 3x o limite superior da normalidade ou sinais de insuficiência hepática.
A elevação das transaminases é um efeito colateral conhecido das estatinas, ocorrendo em cerca de 1-3% dos pacientes. Na maioria das vezes, essa elevação é dose-dependente, assintomática e autolimitada, não progredindo para lesão hepática crônica ou falência hepática. O Consenso da National Lipid Association reforça que o monitoramento rotineiro não é obrigatório, mas se realizado e houver aumento < 3x LSN, a conduta é observação. No caso clínico apresentado, a paciente possui esteatose hepática prévia, o que justifica uma ALT basal já alterada. O aumento subsequente após a sinvastatina foi discreto (de 63 para 85 U/L), permanecendo bem abaixo do limiar de 3x o LSN. Portanto, a conduta correta é a manutenção da terapia com monitoramento seriado.
A suspensão ou redução da dose de estatina é recomendada apenas se os níveis de ALT ultrapassarem 3 vezes o Limite Superior da Normalidade (LSN) em duas medidas consecutivas ou se houver sinais clínicos de hepatotoxicidade.
Não. Pelo contrário, pacientes com DHGNA frequentemente apresentam alto risco cardiovascular e se beneficiam significativamente do uso de estatinas, que são seguras nessa população.
A metformina é geralmente segura para o fígado e não é uma causa comum de elevação de transaminases; em alguns casos de DHGNA, ela pode até auxiliar no manejo metabólico global.
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