HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2025
Embora não haja, entre as terapias farmacológicas para o DM2, estudos comparativos quanto a desfechos relacionados à Doença hepática gordurosa metabólica DHGM, como cirrose e mortalidade por causas hepáticas; podemos indicar que:
Na escolha de antidiabéticos para DM2/DHGM, considerar riscos como fraturas ósseas (ex: TZD) e insuficiência cardíaca (ex: TZD, saxagliptina).
Embora a pioglitazona seja a mais estudada e mostre melhora histológica na DHGM, a escolha de agentes antidiabéticos deve considerar o perfil de segurança completo, incluindo o risco de fraturas ósseas (associado às tiazolidinedionas) e o impacto na insuficiência cardíaca, além dos desfechos hepáticos.
A Doença Hepática Gordurosa Metabólica (DHGM), anteriormente conhecida como Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA), é uma condição comum e frequentemente associada ao Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2). A DHGM pode progredir para esteato-hepatite não alcoólica (EHNA), fibrose, cirrose e carcinoma hepatocelular, tornando seu manejo em pacientes com DM2 de extrema importância. Embora não haja terapias farmacológicas aprovadas especificamente para DHGM, muitos agentes antidiabéticos têm sido estudados por seus potenciais benefícios hepáticos. A pioglitazona, uma tiazolidinediona, é o agente mais estudado e demonstrou melhora histológica na EHNA, incluindo redução da esteatose, inflamação e fibrose em alguns estudos. No entanto, sua utilização é limitada por efeitos adversos como ganho de peso, retenção hídrica e, notavelmente, um aumento no risco de fraturas ósseas, especialmente em mulheres pós-menopausa. Outras classes, como os agonistas do GLP-1 e os inibidores de SGLT2, também mostram promessa na DHGM, com benefícios adicionais cardiovasculares e renais. A escolha do agente antidiabético em pacientes com DM2 e DHGM deve ser individualizada, considerando não apenas o controle glicêmico e os potenciais benefícios hepáticos, mas também o perfil de segurança completo do medicamento. Fatores como o risco de fraturas ósseas (com tiazolidinedionas), o risco de insuficiência cardíaca (com tiazolidinedionas e alguns inibidores de DPP-4), o impacto no peso e o risco de hipoglicemia são cruciais para uma decisão terapêutica informada e segura, visando otimizar os desfechos a longo prazo para o paciente.
As tiazolidinedionas (especialmente pioglitazona) e os agonistas do GLP-1 (como liraglutida) são as classes mais estudadas e com evidências de melhora histológica na DHGM.
A pioglitazona está associada a ganho de peso, retenção hídrica (risco de insuficiência cardíaca) e aumento do risco de fraturas ósseas, especialmente em mulheres pós-menopausa.
Devem ser considerados o risco cardiovascular, risco de insuficiência cardíaca, risco renal, potencial para hipoglicemia, impacto no peso, custo e, como na questão, o risco de fraturas ósseas.
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