UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
Com relação às doenças do fígado, leia as afirmações a seguir: I. Lesão hepática pode ser provocada por vírus, medicamentos, doenças autoimunes e álcool. II. Muitos sintomas são inespecíficos, como fadiga (um dos sintomas mais comuns de doença hepática), o que frequentemente causa atraso no diagnóstico. III. Na prática clínica, a doença hepática pode ser assintomática e diagnosticada em exames realizados de rotina. Assinale a alternativa com a(s) afirmativa(s) CORRETA(S):
Doença hepática: múltiplas etiologias, sintomas inespecíficos (fadiga comum), diagnóstico incidental em exames de rotina.
A doença hepática é multifacetada, podendo ser causada por uma gama de fatores. A inespecificidade dos sintomas, como a fadiga, é um desafio diagnóstico, e muitos casos são descobertos fortuitamente em exames de rotina, ressaltando a importância da triagem.
A doença hepática engloba um espectro vasto de condições que afetam a função do fígado, um órgão vital para o metabolismo, desintoxicação e síntese de proteínas. Sua etiologia é multifatorial, incluindo agentes infecciosos como vírus da hepatite, toxinas (álcool, medicamentos), distúrbios autoimunes e metabólicos. A prevalência é significativa, e o reconhecimento precoce é crucial para prevenir a progressão para cirrose e insuficiência hepática. Um desafio clínico reside na apresentação frequentemente inespecífica da doença hepática. Sintomas como fadiga, mal-estar e náuseas são comuns, mas podem ser atribuídos a diversas outras condições, atrasando o diagnóstico. A fadiga, em particular, é um dos sintomas mais prevalentes e debilitantes. A capacidade do fígado de compensar danos por um longo período significa que muitos pacientes permanecem assintomáticos até estágios avançados da doença. Dada a natureza insidiosa da doença hepática, o diagnóstico é frequentemente realizado de forma incidental, através de exames laboratoriais de rotina que revelam elevações de enzimas hepáticas ou alterações na função hepática. A triagem e a atenção aos fatores de risco são fundamentais para a detecção precoce e a implementação de intervenções terapêuticas adequadas, melhorando o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes.
As principais causas incluem infecções virais (hepatites), uso de medicamentos, doenças autoimunes (hepatite autoimune, cirrose biliar primária) e consumo de álcool.
A fadiga é comum devido à disfunção metabólica e inflamação sistêmica, mas é inespecífica, podendo atrasar o diagnóstico ao ser confundida com outras condições.
Frequentemente, é diagnosticada através de exames bioquímicos de rotina (transaminases, bilirrubinas) que revelam alterações, levando a uma investigação mais aprofundada.
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