SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2025
Qual é a estratégia inicial mais apropriada para avaliar o risco de fibrose em pacientes com doença hepática esteatótica metabólica (DHEM) em pessoas com pré-diabetes ou diabetes tipo 2?
FIB-4 é o escore não invasivo inicial de escolha para triagem de fibrose na DHEM/MASLD.
Em pacientes com alto risco (DM2 ou pré-diabetes), o FIB-4 utiliza parâmetros simples (idade, AST, ALT, plaquetas) para excluir fibrose avançada com alto valor preditivo negativo.
A Doença Hepática Esteatótica Metabólica (DHEM), anteriormente chamada de DHGNA, é a principal causa de doença hepática crônica no mundo. O rastreio sistemático em populações de risco (DM2, obesidade, síndrome metabólica) é crucial. O FIB-4 atua como um 'gatekeeper': se baixo, o risco de cirrose é mínimo; se intermediário ou alto, o paciente deve prosseguir para avaliação com elastografia hepática ou outros biomarcadores.
O FIB-4 é calculado utilizando quatro variáveis clínicas e laboratoriais simples: idade do paciente, níveis de aspartato aminotransferase (AST), alanina aminotransferase (ALT) e a contagem de plaquetas. É uma ferramenta de baixo custo e amplamente disponível para a prática clínica inicial.
Geralmente, um valor de FIB-4 inferior a 1,30 (ou < 2,0 em pacientes acima de 65 anos) tem um alto valor preditivo negativo para afastar fibrose avançada (F3-F4), permitindo que o paciente seja acompanhado na atenção primária com foco em mudanças de estilo de vida.
Pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 apresentam uma prevalência muito elevada de DHEM e, mais importante, um risco significativamente maior de progressão para esteato-hepatite (MASH) e fibrose avançada, que são os principais determinantes de mortalidade hepática e cardiovascular.
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