SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2024
O consumo excessivo de álcool etílico provoca doença hepática alcoólica e pode agravar significativamente outros distúrbios hepáticos, como hepatite viral e hemocromatose. Sobre as alterações hepáticas decorrentes do abuso do álcool, assinale a alternativa correta.
Consumo crônico de álcool → esteatose hepática em 90%; apenas subgrupo evolui para hepatite/cirrose.
A esteatose hepática alcoólica é a manifestação mais comum do consumo excessivo de álcool, ocorrendo em quase todos os bebedores crônicos. No entanto, a progressão para formas mais graves como hepatite e cirrose alcoólica é multifatorial, envolvendo predisposição genética e outros fatores ambientais, não apenas a quantidade de álcool.
A doença hepática alcoólica (DHA) representa um espectro de lesões hepáticas causadas pelo consumo excessivo de álcool, sendo um problema de saúde pública global. Sua prevalência é alta entre indivíduos com abuso de álcool, e a compreensão de sua patogenia é crucial para o diagnóstico e manejo. A DHA abrange desde a esteatose hepática alcoólica, a forma mais comum e geralmente benigna, até a hepatite alcoólica, uma condição inflamatória aguda grave, e a cirrose alcoólica, que é a fase final e irreversível da doença. Fatores genéticos, sexo feminino, obesidade, desnutrição e infecções virais concomitantes são importantes cofatores que influenciam a progressão da doença. O tratamento da DHA envolve primariamente a abstinência alcoólica, que pode reverter a esteatose e melhorar o prognóstico em outras fases. O manejo da hepatite alcoólica grave pode incluir corticosteroides, enquanto a cirrose alcoólica requer tratamento das complicações e, em casos selecionados, transplante hepático. A identificação precoce e a intervenção são fundamentais para prevenir a progressão para estágios mais avançados e melhorar a qualidade de vida do paciente.
As principais manifestações incluem esteatose hepática alcoólica (fígado gorduroso), hepatite alcoólica (inflamação aguda) e cirrose alcoólica (fibrose avançada e irreversível).
Fatores como predisposição genética, sexo feminino, obesidade, desnutrição proteico-calórica e infecções virais concomitantes (ex: hepatite C) são importantes na progressão da doença.
Não. A esteatose hepática alcoólica é a forma mais comum e geralmente reversível com a abstinência alcoólica. Apenas um subgrupo de pacientes evolui para hepatite ou cirrose, que são condições mais graves.
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